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Criptomoeda lastreada em ouro é alvo de operação policial

Autoridades investigam negócio que mantinha garimpo ilegal no Brasil

A extração ilegal de ouro no norte do Brasil foi alvo de uma operação policial organizada pela Polícia Federal. O negócio criou uma criptomoeda lastreada em ouro, que pode ter sido utilizada para lavar dinheiro da atividade ilícita.

De acordo com a Operação Ganância, um esquema com ouro ilegal foi criado. A criptomoeda lastreada no metal precioso servia como justificativa para os investimentos promovidos pelo grupo.

No total, o esquema pode ter movimentado R$ 16 bilhões com a extração ilegal de ouro. As autoridades afirmam que a empresa atuou durante três anos, entre 2019 e 2021.

Nesse período, o grupo pode ter acumulado mais de R$ 1 bilhão em lucro com o negócio que envolve a venda ilegal de ouro e um projeto de criptomoeda usado para movimentações financeiras do negócio.

Criptomoeda é citada na Operação Ganância

A Operação Ganância aconteceu nesta quinta-feira (17). A Justiça emitiu 65 mandados de busca e apreensão onde 5 delas podem resultar em prisões preventivas de envolvidos no esquema.

Os mandados de busca e apreensão da Operação Ganância foram cumpridos em seis estados brasileiros, como Rondônia, Pará, Acre, Goiás, Rio de Janeiro e Mato Grosso.

O objetivo da Operação Ganância é investigar a extração ilegalde ouro que acontece em estados do Norte do Brasil. Os envolvidos no negócio podem responder por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa além de extração e comércio ilegal de ouro.

Token lastreado em ouro

Uma criptomoeda supostamente lastreada em ouro foi criada pelo grupo investigado. O token servia como forma de investimento na atividade de extração ilegal do metal precioso.

Dessa forma, a criptomoeda funcionava como um ativo capaz de oferecer dividendos aos investidores que participaram do negócio. Esse era um dos principais modus operandis do grupo, que deve responder judicialmente pelo crime de lavagem de dinheiro.

Além dos mandados de prisão e busca e apreensão, a Justiça Federal pediu o arresto de bens em nome dos investigados. No total, até R$ 2 bilhões em bens podem ser bloqueados.

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