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Queda do Bitcoin deixa mineradores em situação limite

A queda do bitcoin pode afetar severamente o setor de mineração da criptomoeda, de acordo com novo relatório da Arcane.

O preço do bitcoin enfrenta uma enorme desvalorização no mercado desde o final de 2021. Depois de afetar plataformas de empréstimos cripto, como a Celsius e a Three Arrows, a queda da criptomoeda nas últimas semanas pode impactar o setor de mineração.

De acordo com uma pesquisa divulgada recentemente pela Arcane, empresas públicas de mineração de bitcoin já sentem os efeitos da desvalorização do bitcoin. O relatório sugere que alguns negócios podem não sobreviver ao mercado em baixa (bear market).

Os dados da pesquisa mostram quais empresas de mineração de capital aberto estão mais preparadas para a grande desvalorização que atinge o mercado cripto atualmente.

Assim, levando em consideração o fluxo de caixa mensal e o custo efetivo de mineração da criptomoeda, a Arcane sugere que a maioria das empresas no setor enfrentarão dificuldades em breve.

Mineração é impactada por queda do bitcoin

A cotação do bitcoin acumula uma queda de quase 60% em 2022. Portanto, esse desempenho negativo impactará severamente a atividade de mineração da criptomoeda, diz o relatório da Arcane.

O estudo mostra que a desvalorização da criptomoeda pressiona o setor de mineração diminuindo o valor arrecadado em cada bloco minerado na rede. Além disso, a dificuldade de mineração aumenta, elevando o gasto com energia elétrica para manter os equipamentos.

Como consequência disso, as empresas de mineração sofrem ainda com a elevação da taxa de juros de empréstimos e investimentos, o que resulta também na queda do interesse de investidores no setor.

Custo de energia e equipamentos serão desafiadores para o setor

O estudo da Arcane contabiliza o fluxo de caixa de oito empresas públicas de mineração. Dentre elas, a Core é a que possui a maior receita mensal, arrecadando US$ 33 milhões, com um fluxo de caixa operacional de US$ 16,6 milhões.

Por outro lado, a Argo é a empresa de mineração com o menor fluxo de caixa operacional apontado pela pesquisa, com US$ 4 milhões no total. No entanto, a Argo possui um dos menores custos operacionais do mercado, o que garante ao negócio uma margem direta de 77% do fluxo de caixa.

Os gastos com equipamentos de mineração é outro fator que pode determinar o futuro dessas empresas no mercado cripto. A Marathon, por exemplo, possui US$ 260 milhões em despesas com pedidos de equipamentos para os próximos meses de 2022.

Argo possui melhor condição financeira

Além da Marathon, a Riot também acumula uma despesa de US$ 190 milhões com pedidos de equipamentos de mineração que devem ser pagos até o final do ano pela empresa.

Dessa forma, a análise da Arcane aponta que somente a Argo demonstra-se sustentável diante dos efeitos da desvalorização do bitcoin no mercado. Baseado no fluxo de caixa das empresas, o estudo afirma que a Marathon e a Riot podem enfrentar problemas para pagar equipamentos de mineração que serão entregues ainda em 2022.

“Acredito que a Argo é atualmente a mineradora de bitcoin em melhor condição financeira. A Argo tem um forte balanço patrimonial com pouca dívida e fortes fluxos de caixa operacionais em relação aos próximos pagamentos das máquinas. A Argo também tem o segundo menor custo direto de produção de bitcoin do setor.”

Sendo assim, a desvalorização do bitcoin não afeta somente a atividade de mineração de empresas de capital aberto. As ações dessas empresas caíram consideravelmente nos últimos meses. Desde o final de 2021, as ações de empresas de mineração retraíram cerca de 80% no mercado.

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