Investimentos

Recessão global vai beneficiar o Brasil, diz Paulo Guedes

Ministro da Economia acredita em uma reorganização da cadeia produtiva que favorecerá o país

O risco de recessão global pode impactar positivamente a economia do Brasil. O ministro da Economia, Paulo Guedes, espera que o país possa se beneficiar de um colapso financeiro previsto nos Estados Unidos e na Europa.

Assim, em recente entrevista coletiva, ele afirmou que a recessão deve ser uma oportunidade de crescimento para o Brasil. Guedes explica que a instabilidade econômica em outros países afasta investidores que buscam segurança.

Recessão afeta positivamente o Brasil


O risco de recessão mundial não é uma possibilidade descartada. Com a alta taxa de juros afetando economias na Europa e dos Estados Unidos, esse risco está aumentando, já que a inflação continua a subir.

Portanto, Guedes está confiante em um reflexo positivo para o Brasil em caso de recessão global. Ele orienta que a inflação no país deve ser reduzida gradativamente com esse momento de instabilidade econômica em outras nações.

O ministro da Economia prevê um crescimento de investimentos estrangeiros no Brasil. A recessão global deve provocar uma reorganização da cadeia produtiva, em um novo cenário econômico onde o país seria beneficiado.

Embora Guedes tenha essa previsão positiva para o Brasil, ele diz que o processo eleitoral é capaz de impactar nesse crescimento esperado. A análise dele corrobora com os novos números da economia brasileira.

Recentemente, o boletim Macrofiscal foi divulgado pelo Ministério da Economia. O relatório apresenta uma nova previsão de crescimento para o PIB neste ano, que passou de 1,8% para 2%.

O índice de inflação acumulada em 2022 também sofreu alterações. Até então, a expectativa era de terminar o ano com uma inflação de 7,9%, mas essa projeção foi reajustada para 7,2%.

Por outro lado, o boletim Macrofiscal não alterou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil para 2023, que segue sendo projetado em 2,5%.

Enquanto isso, a inflação esperada para 2023 subiu de 3,6% para 4,5%, o que aproxima o índice do teto máximo estipulado como meta pelo próprio governo federal.

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