Economia

5 bancos que já revisaram a projeção do PIB brasileiro em 2022

Maior nível de emprego tem levado bancos a revisarem projeções do PIB. Inflação ainda preocupa.

Os números do desemprego abaixo de 10% pela primeira vez desde 2015 surpreenderam o mercado. O ritmo acelerado de retomada econômica, em especial no setor de serviços, tem levado a uma onda de revisões.

Bancos tradicionais e casas de análise tem elevado aquilo que antes se esperava estar próximo a 0% de crescimento.

A estagnação projetada para este ano ainda em 2021, tinha como causa o aumento da taxa de juros, o fim de auxílios dados em meio a pandemia, e uma inflação persistente.

A alta de preços, porém, favoreceu as exportações do país, e a despeito de lutar contra o ambiente político, que inviabiliza a queda no dólar, tem colaborado para irrigar o comércio. 

Mesmo com a renda das famílias ainda abaixo do nível de pandemia, o consumo tem dado sinais de melhora. 

Foram 2,7 milhões de empregos gerados em 2021, e cerca de 1,05 milhão no acumulado até Maio de 2022.

Por conta destes fatores, alguns bancos já estão revisando suas projeções de crescimento do PIB brasileiro, a soma das riquezas produzidas no país

1) XP 

A projeção inicial de economistas da XP era de que o PIB brasileiro cresceria 0% em 2022. A alta de juros e a inflação, pressionavam a economia no início do ano.

Em março, porém, a XP revisou a projeção para 0,8%. Em Maio, com os números sobre emprego em mãos, a revisão foi para 1,6%. Agora, a empresa projeta 2,2% de crescimento na economia brasileira.

A XP projeta ainda que a inflação deve fechar o ano em 7%, número abaixo dos 9,2% inicialmente previstos. A inflação para 2023, porém, segue em alta.

2) Goldman Sachs

Um dos maiores bancos de investimentos do mundo, o Goldman também tem revisado suas projeções para o PIB brasileiro.

A previsão agora é de que a economia cresça por volta de 1,5%, contra 0,8% anteriormente. 

Para Alberto Ramos, diretor de pesquisa macroeconômica do Goldman para América Latina, os dados são temporários e reflexo da alta de commodities, não significando um crescimento mais sustentável a longo prazo. 

3) JP Morgan 

O JP Morgan elevou sua projeção para 1,2%, ressaltando que o país pode ter a curto prazo um crescimento mais forte do que o esperado. 

Segundo o Banco americano, a previsão é de que este efeito não seja repetido a longo prazo, tendo em vista uma desaceleração no crescimento global.

O Brasil poderia, segundo a análise do JP, ser afetado por uma eventual recessão nos Estados Unidos, além de uma alta na taxa de juros americana.

4) Itaú 

O banco brasileiro está mais confiante na economia brasileira em 2022. A retomada do emprego tem puxado o varejo e o setor de serviços como um todo.

O banco agora projeta alta de 1,6%.

Em outubro de 2021, a previsão era de uma queda de 0,5%. O cenário, antes, era fortemente influenciado pelo risco de quebra no Teto de Gastos, em meio a aprovação da PEC dos predatórios.

Em janeiro deste ano o Itaú projetava crescimento 0, corrigido depois para 0,8% e agora 1,6%.

No cenário atual, o Itaú continua a projetar impacto negativo do risco fiscal, em especial pelos gastos elevados em função de auxílios combustíveis.

5) Citibank 

Os economistas do Citi estão confiantes na alta generalizada: PIB, inflação e juros.

O cenário da economia brasileira segundo o Citi, deve permitir um PIB de 1%, ante 0,1%, já a inflação ficará mais próxima de 9,3%, ante 7,8%.

Este cenário deve garantir também uma alta nos juros mais longa do que a inicialmente prevista.

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