Criptomoedas

Microsoft realiza mais de 120 testes de privacidade no Drex

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, enfatizou a importância da conexão entre moedas digitais e a tokenização de ativos para a transformação da economia.

Microsoft realiza mais de 120 testes de privacidade no Drex
Logo oficial do Drex (Imagem: Banco Central/Reprodução)

A Microsoft, integrante do consórcio da Associação Brasileira de Bancos (ABBC) com a Caixa e a Elo, realizou mais de 120 testes de privacidade no Drex. Nesse sentido, estes testes abrangeram desde a criação de carteiras digitais de criptoativos até a simulação de contas de clientes e transferência de ativos.

O Banco Central do Brasil solicitou que os consórcios utilizassem três diferentes ferramentas de privacidade em seus testes: Zether, Starlight e Parchain. No entanto, a ABBC, com a colaboração da Microsoft, testou uma quarta opção de privacidade.

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Euricion Murari Soares de Pinho, diretor de inovação e serviços da ABBC, destacou que a infraestrutura do nó da ABBC já nasceu com confidencialidade. Muito graças ao trabalho de computação confidencial desenvolvido pela Microsoft.

Os testes realizados até o momento indicam que a plataforma Drex tem sido bem-sucedida, sem obstáculos significativos para seu lançamento público previsto para o próximo ano.

Ademais, Euricion também ressaltou o potencial do Drex em nivelar o campo competitivo entre os diversos bancos. Desse modo, permitindo a tokenização de ativos em uma plataforma unificada do Banco Central. Isso colocaria todas as instituições financeiras em condições equivalentes para oferecer produtos financeiros aos seus clientes.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, enfatizou a importância da conexão entre moedas digitais e a tokenização de ativos para a transformação da economia. Ele mencionou que a agenda brasileira nessa área é composta por quatro blocos fundamentais: PIX, internacionalização da moeda, Open Finance e o Drex.

Por fim, Campos Neto também defendeu a criação de um marketplace de serviços financeiros no Brasil. Um sistema agregador de contas e informações financeiras dos cidadãos, onde os bancos competiriam por canal e principalidade. Este sistema facilitaria o acesso dos cidadãos a um ambiente integrado de contas.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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