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Como uma vila no Líbano sobreviveu ao colapso do país minerando Bitcoin

A moeda libanesa colapsou 95% em 3 anos, levando o país à pobreza. Mas um grupo encontrou uma forma de sobreviver: minerando de Bitcoin

Foi em 14 de setembro de 2022 que Sally Hafez’s tornou-se uma espécie de heroína nacional ao promover um assalto a um banco em Beirute.

O que torna Sally especial, porém, não é nenhuma história do tipo Robin Hood, mas o fato de que a mulher libanesa buscava apenas “roubar” o seu próprio dinheiro para custear um tratamento de câncer.

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O colapso da economia libanesa tem sido uma das histórias mais dramáticas, e das menos exploradas, pós pandemia.

De fato, a história remonta ainda a 2019, quando uma revolução tomou conta do país. Os protestos, que emulavam ainda que de forma tardia a “primavera árabe”, tomaram conta do país, alterando o jogo do poder no país.

Nos anos seguintes, o governo libanês colapsou, junto da moeda do país. Desde 2019 o Líbano viu seu dinheiro perder 95% do valor frente ao dólar. 

O colapso se estendeu para diversas outras áreas, a companhia estatal Électricité du Liban (EDL), que controla 90% da eletricidade no país, ficou sem meios de financiar seus gastos em 2021.

Na época, o ministro de energia do país, Raimundo Ghajar, alegava que os subsídios ao setor estavam consumindo ao menos U$2 bilhões por ano. 

Em tempos “normais”, como 2019, este valor equivalia a cerca de 4% do PIB do país (estimado em US$51 bilhões naquele ano). Após o colapso da economia, que levou o PIB para US$19 bilhões em 2021, os subsídios tornaram-se insustentáveis.

De quebra, o preço dos combustíveis explodiu ao redor do mundo, levando o Líbano, um país dependente de importação de diesel e petróleo, a viver em um apagão.

Ao norte do país, uma comunidade buscou meios de superar o colapso social.

A comunidade de Chouf possui cerca de 200 habitantes e fica situada aos pés de uma montanha, onde uma antiga hidrelétrica ainda fornece energia.

Os habitantes do local, sem acesso a empregos, tendo perdido seus recursos em meio a congelamentos no setor bancário, apelaram para uma nova atividade econômica: mineração de Bitcoin.

Um estudo feito junto a 71 mineradores no Líbano, aponta que metade deles opera de forma quase “artesanal”, com menos de 4 rigges de mineração.

O resultado, porém, tem sido o suficiente para gerar renda e garantir a sobrevivência do local, mas também para atrair o interesse, e a ira, de outras pessoas.

A comunidade luta contra vizinhos que acreditam tratar-se de um uso inadequado da energia local.  Sem uma autoridade central, dado o colapso do governo, a disputa acaba se tornando inevitável. 

Os governantes locais, apelam para a polícia que constantemente realiza operações na região para impedir a atuação de mineradores. 

No restante do país, a situação segue caótica. As famílias dependem de uma renda cada vez menor para comprar diesel e manter seus próprios geradores, tendo em vista que a energia provida pela companhia de eletricidade dura menos de 4h diárias. 

Enquanto o país não resolve sua própria situação, que está sendo discutida com o Fundo Monetário Internacional. A inflação no país atinge 239% ao ano.

Dependente de energia barata, a mineração de Bitcoin tem sido defendida como alternativa ao desenvolvimento de regiões isoladas, capazes de sustentar energia solar, ou eólica, permitindo geração de renda em comunidades isoladas. No caso do Líbano, porém, a situação se tornou “instintiva”, provando na prática um ponto até então defendido apenas na teoria. 

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