Petrobras estuda investir na Venezuela após fim de sanções dos EUA, diz Prates
Além disso, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, acredita que o governo Joe Biden enxerga a Venezuela como uma fonte alternativa de petróleo para o futuro.
O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, declarou que, com o término das sanções americanas à Venezuela, a empresa estatal brasileira está seriamente considerando reinvestir no país vizinho, reconhecido por possuir as maiores reservas de petróleo do mundo. “Estamos reintegrando a Venezuela ao nosso mapa”, disse Prates, enfatizando que essa decisão não se baseia em afinidades ideológicas ou políticas.
No passado, a Petrobras já se associou à PDVSA, empresa estatal venezuelana. Em projetos de exploração de petróleo na Venezuela e na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Contudo, essa parceria não gerou os resultados esperados.
Além disso, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, acredita que o governo Joe Biden enxerga a Venezuela como uma fonte alternativa de petróleo para o futuro, especialmente quando as reservas não convencionais dos EUA começarem a diminuir. Prates afirmou: “Os Estados Unidos estão olhando 30 anos à frente. A Venezuela é um dos países que têm condições de produzir as últimas gotas de petróleo do mundo. Se atrasar esse processo, vai perder o trem da história.”
Fim das sanções
A decisão dos EUA de suspender as sanções à Venezuela ocorreu após o compromisso do país sul-americano de realizar eleições livres sob supervisão internacional. Como parte desse acordo, o governo de Nicolás Maduro começou a libertar prisioneiros políticos.
Portanto, Jean Paul Prates acredita que a Venezuela necessitará de investimentos significativos para revitalizar sua debilitada indústria petrolífera e vê a Petrobras como uma potencial colaboradora nesse esforço, alinhada à visão de integração energética na América Latina.
Embora o presidente da Petrobras tenha expressado interesse em retornar à Venezuela, ele não especificou quais ativos seriam do interesse da empresa no país.

Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.