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Israel-Hamas: usuários verificados impulsionam desinformação no X, revela estudo

Além disso, a quantidade de postagens antissemitas na plataforma vêm aumentando consideravelmente.

Israel-Hamas: usuários verificados impulsionam desinformação no X, revela estudo

A maioria das “narrativas falsas ou infundadas” sobre a guerra Israel-Hamas no X (anteriormente conhecido como Twitter) vem de usuários verificados, segundo um estudo recente da NewsGuard. A pesquisa analisou as 250 postagens mais engajadas no X entre 7 e 14 de outubro e descobriu que 74% delas vinham de contas verificadas.

Nesse sentido, essas postagens sobre Israel-Hamas promoviam uma das 10 narrativas de guerra falsas ou infundadas identificadas pela NewsGuard. Desse modo, em uma semana, essas postagens acumularam mais de 1,3 milhão de engajamentos e alcançaram mais de 100 milhões de visualizações globalmente. Das 250 postagens principais, 186 foram feitas por contas X com verificação azul.

O estudo criticou o X por distribuir selos de verificação azul a qualquer pessoa que pague US$ 8 por mês. Antes da aquisição do Twitter por Elon Musk, esses selos ajudavam a identificar confiavelmente celebridades, políticos e jornalistas. A NewsGuard sugere que o algoritmo do X favorece contas verificadas, tornando mais fácil para informações falsas se tornarem virais.

Críticas à Elon Musk

Apesar dos elogios recentes de Musk ao X como uma plataforma para “jornalistas cidadãos”, o estudo da NewsGuard descobriu que o recurso Community Notes do X sinalizou apenas 79 das 250 postagens por desinformação. Isso significa que quase 70% das postagens com informações incorretas não receberam sinalização.

Além disso, a desinformação não se limita apenas ao X. Embora a NewsGuard tenha identificado informações falsas em outras plataformas, como Facebook, Instagram e TikTok, a desinformação geralmente se torna viral no X antes de migrar para essas plataformas.

Portanto, em resposta a essas preocupações, a União Europeia iniciou uma investigação sobre o X na semana passada para garantir a conformidade com a Lei dos Serviços Digitais (DSA) em meio a alegações de propagação de conteúdo ilegal e desinformação. Investigações semelhantes também estão em andamento para Meta e TikTok.

Além disso, a quantidade de postagens antissemitas na plataforma vêm aumentando consideravelmente. Publicações de puro ódio, que exaltam por exemplo, Adolph Hitler e sua ideologia nazista.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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