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Economia

No primeiro dia pós-eleição, Petrobras perde R$50 bilhões em valor de mercado

Ação da empresa cai 10% com expectativa de mudança na política de preços.

A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral, e a despeito de um tom mais ameno e conciliador em seu discurso da vitória, o mercado parece antecipar uma mudança radical, ao menos na maior estatal brasileira.

Peça central da economia nos governos Lula e Dilma, a Petrobras chegou a ser responsável por 10% da economia brasileira. Seu tamanho proeminente foi utilizado em políticas públicas para estimular investimentos, como na indústria naval, de biocombustíveis e de energia.

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Determinadas políticas públicas, porém, levaram a empresa a se endividar demais, o que terminou por causar prejuízos bilionários (que se somaram aos causados pelos escândalos de corrupção conhecidos como Petrolão).

A primeira e mais relevante destas políticas foi estabelecida em 2008, quando da descoberta do pré-sal.

Às vésperas do Leilão da Agência Nacional do Petróleo, a ANP, o governo retirou blocos do pré-sal, mudando também o marco regulatório. A Petrobras passou a ser dona de todos os blocos, bem como a ter a obrigação de investir sozinha em todos estes blocos.

Isso significou obrigar a empresa a investir em blocos que poderiam não ser tão atrativos, mas demandam investimentos elevados.

Dois anos mais tarde, a estatal se viu obrigada a comprar máquinas e equipamentos apenas de origem local, a chamada “lei de conteúdo nacional”.

Em resumo, a Petrobras precisava investir mais, e contratar serviços e equipamentos mais caros para ajudar a produção nacional.

O golpe de misericórdia veio com a política de congelamento do preço dos combustíveis.

Segundo a própria empresa, o resultado foi um prejuízo de R$100 bilhões.

Somadas, essas questões fizeram com que a empresa saísse de uma gigante de energia, em seu IPO em Nova York em 2010, para uma das empresas mais endividadas do mundo.

Nos anos seguintes, para recuperar a empresa e abater a dívida, que chegou a estar em US$160 bilhões, o governo, já sob Michel Temer, passou a reajustar o preço da gasolina em função do preço do barril de petróleo.

Uma desvalorização da moeda brasileira, porém, fez com que o barril que custava por volta de R$150 em 2010, fosse cotado a R$400 em 2018 e até R$600 em 2021, fazendo com que o preço dos combustíveis explodisse.

Lula passou toda sua campanha sendo crítico desta medida, e atribuindo a culpa aos acionistas que desejam obter dividendos elevados da empresa. De fato, a Petrobras viu seu lucro aumentar exponencialmente.

Agora, sob o novo governo, a estatal encontrada por Lula será uma empresa mais enxuta, focada em produção e exploração de petróleo, e não mais um conglomerado com ação em inúmeras áreas. É também uma empresa muito mais lucrativa.

Na visão dos investidores, porém, a empresa deverá ser obrigada pelo seu controlador, o governo, a diminuir sua margem de lucro para permitir preços menores nos combustíveis, o que significará menos dividendos, levando o preço da ação a cair 10%

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