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Jogo do Tigre tirou R$12 milhões da mão das vítimas em seis meses no Paraná, revela Fantástico

Na matéria, depoimentos de pessoas mostram como salários de um mês inteiro, muitas vezes iam por água abaixo com a plataforma.

A polícia está investigando o “Jogo do Tigre”, famoso jogo online de apostas que promete ganhos extraordinários e domina a internet. Nesse sentido, anteriormente diversos influenciadores ostentavam na internet e divulgavam o nome da plataforma.

Desse modo, muitos aparecem em vídeos dirigindo carros de luxo, como resultado de apostar no polêmico tigrinho. Contudo, para surpresa de poucos, trata-se de um esquema criminoso de apostas que tem causado prejuízos a muitas vítimas.

Entenda a regulação de casa de apostas online no Brasil

Conforme revelado em matéria do Fantástico no último Domingo (3), alguns desses influenciadores são contratados para atrair pessoas a apostar dinheiro nesse jogo. Na realidade, segundo a investigação, trata-se de uma rede de influencers que trabalham como aliciadores.

E é uma atividade considerada ilegal pelas autoridades brasileiras do mercado financeiro, ou de valores mobiliários, como a CVM.

Na matéria, depoimentos de pessoas mostram como salários de um mês inteiro, muitas vezes iam por água abaixo com a plataforma. Contudo, no meio de tanta perda, um grupo de influenciadores aparecem publicando muitos vídeos em redes sociais.

Todo dia um malandro e um inocente saem de casa

Esse grupo chamou a atenção da Polícia, visto que divulgava, e davam dicas sobre o jogo do tigre. Sempre apareciam em carros de luxo: “Agora o pai tá de porsche. Zeramos o game, esquece”.

Eduardo Campelo, Gabriel, Ezequiel e Ricardo, quatro influenciadores de Curitiba, enriqueceram divulgando plataformas de internet ligadas ao ‘Fortune Tiger’, também conhecido como ‘jogo do tigrinho’, ou jogo do tigre. Nessas plataformas, as pessoas se inscrevem, depositam dinheiro e fazem apostas.

Apesar de existirem variações do aplicativo com outros animais, a finalidade é a mesma. Os influenciadores, com cerca de 1 milhão de seguidores, ganhavam entre 5 mil e 15 mil reais por campanha de 7 dias, além de receberem entre R$ 10 e R$ 30 por cada novo cadastrado nas plataformas.

No entanto, em 19 de novembro, Eduardo, Gabriel e Ricardo foram presos, e a polícia apreendeu carros e dólares em espécie. Estima-se que o grupo tenha movimentado R$ 12 milhões em 6 meses. Ezequiel não foi encontrado.

Esquema é bem maior que R$ 12 milhões

Vale lembrar que, muitas das propostas para ser um desses influencers envolve o recebimento de um link para compartilhar com seus seguidores. Contudo, além disso, o influencer recebe acesso à uma plataforma “demo”, onde ele pode gravar seus ganhos, visto que nessa conta, perder dinheiro não é uma opção programada.

A polícia descobriu um esquema semelhante no Maranhão, onde a influenciadora Skarlete ostentava uma vida de luxo graças ao jogo. A polícia apreendeu mais de R$ 1 milhão em dinheiro e três veículos importados. Os influenciadores de ambos os estados estão sob investigação por suspeitas de participarem em uma quadrilha e praticarem lavagem de dinheiro, além de explorarem jogos de azar.

Em 29 de novembro, soltaram os três influenciadores presos, e Duda Campelo declarou nas redes sociais que manteria as rifas. O advogado de Skarlete não respondeu ao contato do Fantástico, e a defesa do quarteto do Paraná afirma que eles não têm controle sobre a plataforma de jogos e são inocentes.

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