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Investimentos

Investidores do Pátria perdem 99,7% de seu capital após desinvestimento

A Pátria, gestora brasileira com US$27,3 bilhões de ativos sob gestão, anunciou uma perda gigantesca em um de seus fundos.

Investidores do Pátria perderam 99,7% de seu capital no fundo Patria Special Opportunities II, conforme fato relevante publicado pela gestora na segunda-feira (24). A gestora Pátria Investimentos comunicou um prejuízo derrubou o valor da cota, de R$ 10,5 para -R$ 301.

O Pátria tem um valor de mercado superior a US$ 1,9 bilhões e mais de US$ 27 bilhões sob gestão. A gestora informou no comunicado que trata-se do resultado de um desinvestimento integral da Portfólio Centro Sul S.A. Já em comunicado à imprensa o Pátria diz que:

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“O Pátria Investimentos, na qualidade de gestor de determinados fundos de investimento, informa a venda da holding Portfólio Centro-Sul e de seus 4 shopping centers, localizados em Taubaté (SP), Lages (SC), Varginha (MG) e Bragança Paulista (SP). A transação foi realizada na modalidade “porteira fechada”, com a transferência de todos os ativos, passivos e obrigações da holding e de seus respectivos shoppings, concluindo o desinvestimento da totalidade dos ativos da tese de investimento em shopping centers pelos fundos envolvidos, iniciada em 2011. No âmbito da referida transação, os fundos de investimento envolvidos na operação tiveram suas cotas impactadas em decorrência dos custos envolvidos na transação, os quais inclusive demandaram aporte na companhia para viabilizar a operação. O comprador dos ativos tem expertise em reestruturação de negócios e empresas do setor imobiliário”

O que aconteceu com o fundo do Pátria Investimentos?

Conforme a coluna de Pedro Arbex e Geraldo Samor, no Brazil Journal, os prejuízos não foram acumulados de uma para outra. Na realidade, referem-se ao ano de 2012. Na época o fundo Pátria Special Opportunities I atraiu investidores com o foco de investimento na Tenco, uma desenvolvedora e operadora de shoppings.

A Tenco, na época, se destacava por ser pioneira em levar shopping centers para cidades de menor porte, com até 250 mil habitantes. De fato, os resultados foram inicialmente favoráveis, com relatórios sólidos apresentados pela Pátria até o ano de 2016.

No entanto, a Tenco começou a apresentar dificuldades financeiras, e não conseguiu um financiamento acessível, levando a um acúmulo de dívidas. Desse modo, em 2020, o Pátria contratou uma nova empresa de avaliação de ativos, que avaliou os shoppings em 38% a menos.

Ademais, a pandemia do Covid-19 agravou ainda mais o cenário, obrigando os shoppings a fecharem suas portas. Em meio a essa situação, a nova avaliação realizada em 2020 surpreendeu os cotistas do Special Opportunities I com uma perda de 99,7% do capital investido. A cota do fundo, que chegou a valer R$1.500, despencou para R$4.

Investidores inquietos

Os investidores também descobriram que os prejuízos da Tenco se acumulavam desde 2016. Desse modo, atingindo a cifra de R$500 milhões em perdas até 2020, com R$ 126 milhões somente no último ano.

Segundo afirmam analistas, para tentar mitigar os danos, o Pátria ofereceu aos cotistas a oportunidade de investir no FIP “Special Opportunities II”. O segundo fundo vislumbrava investir mais R$250 milhões na Tenco com a promessa de retorno de 48% ao ano até 2024. Contudo, muitos investidores se mostraram relutantes em colocar mais dinheiro no negócio.

Além disso, as acusações de negligência e falta de transparência por parte da Pátria, os cotistas afetados foram diluídos neste segundo fundo, e reclamam de nunca terem sido convocados para uma assembleia para discutir a situação da Tenco ou sequer considerar a opção de recuperação judicial.

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