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Blockchain

Drex e interoperabilidade global; perspectivas para 2024 em diante

Em entrevista com Juliana Felippe, responsável pela Paxos no Brasil, o BlockTrends foi atrás de imaginar como será a interoperabilidade do nosso real tokenizado com o restante do mundo.

O ano de 2024 está quase chegando, e com ele os últimos ajustes antes do lançamento do Drex. Nesse sentido, vale lembrar que Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, já afirmou por diversas vezes que planeja terminar seu mandato no final do ano que vem, com o Drex pronto para uso.

O BlockTrends ao longo de 2023 noticiou, e entrevistou, inúmeras personalidades e agentes que estão diretamente, e indiretamente ligados à construção da nova economia tokenizada almejada pelo BC. Contudo, dessa vez, as perspectivas questionadas foram de um alcance global.

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Em entrevista com Juliana Felippe, responsável pela Paxos no Brasil, o BlockTrends foi atrás de imaginar como será a interoperabilidade do nosso real tokenizado com o restante do mundo. Confira: 

BT: Como acredita que será a interoperabilidade entre o Drex e outras CBDCs?

JF: As iniciativas do DREX e a tokenização da economia estão construindo os primeiros passos para uma economia mais eficiente. Ou seja, incluir toda a economia e o mercado de capitais na mesma base tecnológica, mais segura, eficiente e disponível para trazer utilidade aos brasileiros. 

Após ter toda a economia e mercado de capitais na mesma base tecnológica, é possível criar caso de uso e utilidade para resolver as “dores dos brasileiros”. Nesse sentido, o trading é a primeira funcionalidade nesta nova economia tokenizada, trazendo liberdade e facilidade para o usuário trocar e utilizar o token de sua escolha. 

Se pensarmos em blockchain, existem diferentes tipos de cadeias disponíveis e DLTs. E cada uma delas tem semelhanças e diferenças. As semelhanças: tecnologia, segurança, eficiência, enquanto cada uma terá diferentes características de contrato inteligente e outros pormenores técnicos. 

Uma referência válida é a Internet. Ela funciona em qualquer dispositivo, seja ele Android, iOS… todos recebem e enviam mensagens, acessam redes sociais, etc. 

Hoje o mercado está criando um ecossistema baseado em blockchain e o desenvolvimento e criação de APIs/bridges para equalizar todos eles em um fluxo funcional na comunicação e transações acontecerão naturalmente. Todos os fornecedores do mercado estão altamente engajados nesse movimento. Chegaremos lá! 

É importante mencionar também que a interoperabilidade envolve questões regulatórias e legais específicas a cada jurisdição.

BT: Acredita que teremos uma regulação global sobre elas, como?

JF: As criptomoedas foram criadas a nível mundial, o que provou que o mundo precisa ser gerido de uma forma mais unificada. A interoperabilidade técnica será alcançada. Agora precisamos ligar os regulamentos em todo o mundo para permitir as utilizações necessárias na sociedade. Tais como transações e remessas internacionais, pagamentos entre países, etc. Isso é urgente! E o Brasil vem se destacando como referência de inovação na criação de um ecossistema inteligente e colaborativo. 

As questões políticas e jurídicas são sempre mais complexas, mas tenho certeza de que o Brasil sairá na frente. Desse modo, trazendo um benchmark que será visto e replicado, no devido tempo, globalmente. 

A Paxos se posiciona como líder no mercado. Nesse sentido, sendo regulada por diversas jurisdições, como EUA, Singapura, AbuDhabi, no Brasil (estando alinhada com as futuras exigências dos VASPs no Brasil), o que traz à nossa plataforma a possibilidade de unificar globalmente as diretrizes e melhores práticas de proteção ao consumidor e criar casos de uso globais inovadores. 

BT: Qual a expectativa para que esse seja um novo SWIFT?

JF: Para começar, vamos rever o conceito de SWIFT. Ela liga instituições financeiras de todo o mundo através de um código para permitir o envio e a resseção de dinheiro. O processo atual tem muitos intermediários e atrasos no processo devido à tecnologia atual, que é ultrapassada e antiga. 

E analisando o sistema financeiro atual e as suas ineficiências, entendemos que num mundo que funciona com um clique instantâneo, fazer transferências e transações financeiras precisa ter a mesma velocidade. O primeiro caso de uso do blockchain foi o cripto, que trouxe um olhar global para as soluções financeiras. 

As Stablecoins são o segundo caso de uso, menos voláteis, que trazem mais previsibilidade ao processo e são pareadas com ativos reais, como o dólar, o ouro, etc. Estas têm um enorme potencial para resolver casos de utilização de transações financeiras e é nesta frente que o mercado está trabalhando para oferecer. 

Portanto, não creio que se trate de um novo SWIFT. Penso que é uma nova forma inteligente de movimentar dinheiro de forma instantânea e segura para todos os envolvidos.  

BT: Como isso pode impactar o mercado de câmbio no mundo?

JF: O Drex terá, sem dúvida, um grande impacto… positivo! Atualmente, o câmbio de moeda estrangeira é um serviço rentável para muitos intervenientes e muito dispendioso e complexo para o utilizador, devido à atual tecnologia ultrapassada e antiga do sistema financeiro. Muitos dos processos são manuais, demorados e morosos.

A blockchain possibilita a simplificação deste tipo de serviço com velocidade extraordinária e, ainda melhor, a um custo mais baixo devido à escalabilidade e à redução de intermediários. Voltando ao Crypto trading como funcionalidade básica da nova economia, ele permitirá a troca de tokens de forma simples e fácil e trará mais liberdade para o usuário utilizar o de sua preferência e melhor transacionar com qualquer região do mundo. 

A economia tokenizada está chegando e a Paxos está muito honrada em liderar o segmento de infraestrutura de blockchain mais regulamentado do mundo. Além disso, compartilhar com os governos mundiais nossa experiência influenciando a construção de regulamentações consistentes e permitindo a inovação tecnológica em todo o seu potencial.

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