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Blockchain

Cameron Winklevoss acusa DCG de fraude

Os irmãos Cameron e Tyler Winklevoss expuseram por meio de uma carta aberta o que chamam de fraude contábil cometida pelo DCG.

Conhecidos por terem sido um dos primeiros grandes investidores do Bitcoin e dos criptoativos com o dinheiro que ganharam ao processar Mark Zuckerberg por roubar sua ideia de rede social, o Facebook, os irmãos Tyler e Cameron Winklevoss, são os fundadores da Gemini, empresa tradicional do mercado.

Agora, Cameron e Tyler decidiram abrir fogo contra o que consideram uma fraude no mercado: a atuação do Digital Currency Group, controlador do GBTC, o maior fundo de Bitcoin do mundo, e da Gênesis, empresa que empresta recursos com colateral em cripto.

Em uma carta aberta, Cameron menciona que a a Gênesis chegou a ter US$2,36 bilhões em empréstimos direcionados ao Three Arrows Capital, ou 3AC, um hedge fund cripto sediado em Singapura, que faliu na metade de 2022.

Segundo Cameron, a Gênesis conseguiu recuperar ao menos $1,16 bilhão, deixando portanto um rombo de US$1,2 bilhão. 

A partir de então, segundo a carta, o controlador da Gênesis, o DCG, tem mentido sobre a saúde da empresa e se recusado a tomar os 2 caminhos possíveis: injetar US$1,2 bilhão na empresa ou decretar Recuperação Judicial.

Os US$1,2 bilhão representam cerca de 15% dos US$8 bilhões que a Gênesis possui em empréstimos. O rombo, portanto, poderia ser reestruturado em pouco tempo, aponta Cameron.

Na direção oposta, o DCG teria incluído no balanço da Gênesis supostas notas promissórias no valor de US$1,2 bilhão, no que os irmãos Winklevoss tem apontado como fraude contábil.

A razão disso tudo, segundo ambos, está no fato de que a Gênesis aceitou realizar empréstimos ao 3AC ainda que o colateral não fosse suficiente, assumindo um risco motivado por algo maior.

Segundo ambos, a 3AC colaborou para sobrevalorizar as quotas do GBTC, dados em garantia por novos empréstimos que por sua vez criavam um loop, fazendo assim um “jogo de soma zero”.

A aposta era que o GBTC passaria a ter um NAV (total de ativos), menor do que o seu valor, ou em suma, o fundo valeria mais do que o Bitcoin.

A aposta errada acabou por fazer com que o contágio fosse generalizado.

Segundo a Forbes, o patrocínio de Berry Silbert, o CEO do DCG, teria ido a zero em 2022, na medida em que as dívidas do grupo superam seu valor de mercado.

Os irmãos Winklevoss são controladores da Gemini, uma exchange com papel relevante no mercado de custódia offline. A Gemini permitia a investidores da sua exchange participar de um programa de staking (que garante juros), oferecido pela Gênesis. 

A Gemini, ao contrário de outras exchanges como Binance e FTX, opera sob regulação e por meio de licenças estabelecidas em Nova York e no Reino Unido. A exchange possui US$4,6 bilhões em ativos.

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