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Como os gêmeos do Facebook faturaram $8 bilhões com Bitcoin

Retratados no filme ‘’A Rede Social’’ por participarem da fundação do Facebook, os irmãos gêmeos Winklevoss se aprofundaram no Bitcoin em 2012 e se tornaram referência em todo o universo de criptoativos.

Foi em dezembro de 2010 que o filme ‘’A Rede Social’’ foi lançado, o drama que contava com um elenco de peso com nomes como Andrew Garfield e Jesse Eisenberg tinha como foco discernir todo o imbróglio da fundação do Facebook.

O roteiro do filme, que teve uma bilheteria de $225 milhões, foi inteiramente baseado no livro The Accidental Billionaires, escrito por Ben Mezrich, que por sua vez teve ajuda de nada mais que Eduardo Saverin para compor a história.. 

No meio de toda a trama que envolve brigas e rixas no campus de Harvard, estavam os irmãos Winklevoss, atletas e membros de uma das fraternidades mais prestigiadas de Harvard, o Porcellian. 

O desenrolar da história você provavelmente já sabe, entre o processo judicial por trás da fundação do Facebook, os gêmeos fecharam um acordo com Mark Zuckerberg que rendeu-lhes $65 milhões diante da acusação de ‘’roubo’’ da ideia da rede social. 

Após o processo judicial, os irmãos Winklevoss partiram para os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, onde competiram na categoria de Remo em Dupla, terminando a prova em sexto lugar no evento. 

Mas a história dos gêmeos do Facebook amplamente conhecidos nos EUA se torna ainda mais interessante em 2012, quando, em um cenário ainda desconhecido, eles se tornam umas das duas maiores figuras públicas a divulgarem uma nova ideia, o Bitcoin.

Formados em economia, os gêmeos do Facebook também tinham um grande interesse pelo mundo dos negócios, e nesse meio, conheceram um Bitcoin ainda ‘’pré-histórico’’, quando o ativo era cotado na casa dos $10. 

Com o intuito de maximizar seus investimentos no ativo, eles fundaram a Winklevoss Capital em 2012, uma empresa que investia diretamente no ativo e indiretamente, via exchanges em desenvolvimento na época. Naquele ponto, havia rumores de que a dupla possuía 1% de todos os Bitcoins em circulação devido aos massivos investimentos que eram realizados. 

Já em 2014, eles fundariam o empreendimento mais bem sucedido da dupla, a Gemini. A Gemini se tornou uma das maiores exchanges de criptoativos dos EUA e construiu uma reputação de segurança e regulação até então inédita para o setor.

Além de ser uma exchange própria, a Gemini também oferece serviços de custódia institucional para criptoativos, sendo a custodiante do 1° ETF de Bitcoin da América Latina, o QBTC11. 

A consolidação e reputação conquistada pela empresa levou a Gemini a ser avaliada em $7 bilhões de dólares no ano passado, se tornando a 3° maior exchange dos EUA. 

Enquanto isso, a Winklevoss Capital adquiriu participações em grandes startups do setor nos últimos anos, como BlockFi, um dos primeiros credores de criptomoedas dos EUA. 

A ampla participação e os investimentos diretos e indiretos realizados em criptomoedas renderam uma fortuna declarada de $4 bilhões para cada um dos gêmeos. 

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