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Trabalhador teve prejuízo de R$1,1 bilhão por ano com obras no exterior

Estudo do Insper sobre empréstimos do BNDES ao exterior, apontam que mesmo sem calote, trabalhadores tiveram prejuízos.

De volta ao noticiário após a visita do presidente Lula à Argentina, o financiamento de obras em outros países deve ser retomado pelo BNDES, o banco de fomento brasileiro.

A forma como estes recursos serão emprestados ainda não está clara, mas as críticas têm lembrado os problemas de empréstimos anteriores.

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Algumas fontes do Ministério da Fazenda, como o secretário Gabriel Galípolo, tem escrito e comentado que operações via BNDES deverão ter o banco cumprindo um papel mais comercial, de apoio a obras de longo prazo e com captações junto ao mercado (nacional e internacional).

No caso das obras financiadas entre 2007 e 2014, que somam US$11,9 bilhões, os problemas vão muito além dos eventuais calotes, que são cobertos pelo Fundo Garantidor de Exportações.

Um estudo dos economistas Marcos Lisboa, Sérgio Lazarinni e Pedro Makhoul, aponta que mesmo quando os empréstimos são pagos pelos países, o trabalhador brasileiro acaba pagando para emprestar. 

Isso ocorre pois os recursos que financiam o BNDES são oriundos do FAT cambial, parte do Fundo de Amparo ao Trabalhador, responsável por pagar o abono salarial e o seguro desemprego. 

O FAT emprestou recursos ao BNDES a juros de 1% ao ano. Já o banco emprestou recursos com taxas de 2,79% a 8,61%.

O problema está no fato de a taxa Libor cobrada pelo FAT do BNDES, agregar um retorno insuficiente ao fundo, levando a prejuízos que foram cobertos pelo governo.

O FAT obteve durante este período, um prejuízo estimado em US$351,7 milhões por ano, ou R$1,1 bilhão em valores da época.

Considerando os 33,3 milhões de brasileiros com carteira assinada no período, o resultado foi um prejuízo de R$30 por ano, pago por cada trabalhador, mesmo quando não houve calote.

Considerando o custo de oportunidade, caso o FAT investisse em títulos que rendem a taxa Selic na época, o valor chegaria a US$975 milhões, ou R$100 por trabalhador.

Em 2015, em meio ao ajuste fiscal, o governo tornou mais difícil receber auxílio desemprego, visando justamente reduzir o déficit do FAT e evitar que o Tesouro tivesse de arcar com os custos.

Na mesma época, como relata O Globo, o representante da CUT no Conselho do FAT minimizou a questão, alegando que eventuais prejuízos seriam compensados pelo Tesouro.

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