Bitcoin desaba 20% e BlackRock começa a vender
Os ETFs nos EUA registraram saídas líquidas totais de US$ 563,7 milhões na quarta-feira.
O Bitcoin atingiu sua máxima histórica (ATH) em 14 de março, e desde então derreteu 20% de US$ 73.500 para US$ 59 mil, conforme dados do CoinMarketCap. Apesar disso, os institucionais estavam pressionando a força de compra por meio de seus ETFs. Mas hoje isso mudou pela primeira vez.
Anteriormente, no início do ano, os EUA aprovaram a negociação de ETFs de Bitcoin à vista, assim dando sinal verde para a gigante BlackRock lançar o IBIT. Agora, pela primeira vez desde o lançamento, a BlackRock começou a vender. Isso é, começou a receber pedidos de resgate dos seus ETFs, fazendo com que a gestora precisasse vender.
Não somente a BlackRock, como outras gestoras também estão recebendo resgates. Ou seja, precisam vender posições para pagar os cotistas que vendem no mercado. Os ETFs nos EUA registraram saídas líquidas totais de US$ 563,7 milhões na quarta-feira. Trata-se do maior volume de saídas líquidas diárias desde o lançamento desses produtos.
O FBTC da Fidelity apresentou as maiores saídas líquidas entre os ETFs, com mais de US$ 191 milhões deixando o fundo. Isso superou a saída líquida de US$ 167,3 milhões registrada pelo GBTC da Grayscale.
O ARKB da Ark Invest registrou US$ 98,1 milhões em saídas líquidas diárias, a terceira maior do dia, seguido pelo IBIT da BlackRock com US$ 36,9 milhões e o BITB da Bitwise com US$ 29 milhões.
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Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.