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Tether planeja investir US$ 500 milhões em mineração de Bitcoin

No entanto, a empresa também enfrenta desafios significativos na paisagem de mineração de cripto. Entre eles, o aumento da concorrência e a diminuição das margens de lucro, juntamente com a chegada do halving.

Tether planeja investir US$ 500 milhões em mineração de Bitcoin
Russia Moscow 08.06.2021 Man holding logo of Tether USDT token in mobile phone. Cryptocurrency stablecoin. Cryptocurrency token USDT. Trading blockchain decentralized exchange DEX. Digital money.

A Tether Holdings Ltd., empresa resonsável por gerir, e emitir, a stablecoin USDT, está redirecionando parte de suas operações para a mineração de Bitcoin (BTC). Conforme relatado pela Bloomberg, a Tether planeja investir cerca de meio bilhão de dólares nos próximos seis meses. Portanto, uma ação que pode deixar seus novos concorrentes bastante apreensivos.

O investimento da Tether em mineração de Bitcoin pode ser justificado com seu caixa gigante, conforme revelado em seu relatório de atestação do terceiro trimestre. O relatório mostrou um excedente de cerca de US$ 3,2 bilhões em caixa.

Portanto, esse excedente fiscal permite à empresa realizar um investimento substancial. Que faz parte de uma linha de crédito de US$ 610 milhões estendida à empresa de mineração de Bitcoin Northern Data AG.

A Tether está construindo instalações de mineração no Uruguai, Paraguai e El Salvador, com a capacidade de cada local variando entre 40 e 70 megawatts. Paolo Ardoino, futuro diretor executivo da Tether, comprometeu-se a aumentar a participação da empresa na potência computacional total da rede Bitcoin para 1%.

Tether terá desafios e vantagens pela frente

Enquanto esse objetivo coloca a Tether no caminho para se tornar uma das 20 maiores empresas de mineração de Bitcoin do mundo, também mostra a profundidade do investimento, e ambição, na nova empreitada.

A entrada da Tether na mineração de Bitcoin ocorre em um momento delicado, com concorrentes antes fortíssimos e bem posicionados, agora à beira do colapso como Compute North e Core Scientific.

A estratégia da Tether de estabelecer instalações de mineração móveis sugere que planeja agilidade para se adaptar a custos de energia flutuantes e condições de mercado. Assim, a gigante das stablecoins espera emergir como uma força poderosa dentro do setor.

No entanto, a empresa também enfrenta desafios significativos na paisagem de mineração de cripto. Entre eles, o aumento da concorrência e a diminuição das margens de lucro, juntamente com a redução pela metade do Bitcoin [halving] prevista para cortar as receitas de mineração no próximo ano.

Desse modo, vale dizer que a nova jornada da empresa não está isenta de riscos. Além disso, a dificuldade de mineração [hashrate] atingiu máximos históricos, exigindo uma potência computacional substancial para a lucratividade, um desafio até mesmo para entidades financeiramente firmes como a Tether.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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