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Economia

Sem dólares, Argentina aceitará Real via PIX

Com reservas de dólar negativas, a Argentina ganhará uma nova opção de pagamento: o Real brasileiro via PIX.

Em meio a crise com a escassez de dólares na Argentina, os brasileiros poderão ter uma nova opção de pagamentos: o PIX. Antes mesmo de o Banco Central brasileiro lançar o PIX internacional, algumas fintechs têm disponibilizado o serviço.

Agora, a americana Finserv, promete popularizar a opção no país vizinho. A empresa opera em diversos países da América Latina, o que permite atuar como agente bancário para converter os recursos. Na prática, a Finserv pagará aos comerciantes locais em Pesos, ou Real, a depender da preferência do comerciante.

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No entanto, a nova opção dependerá da aceitação de comerciantes argentinos, o que têm sido uma tarefa relativamente fácil. Diante das flutuações do Peso, alguns comerciantes na Argentina já incorporaram o PIX como meio de pagamento. Como outras formas de pagamento, a grande questão será a taxa de conversão adotada.

Estima-se que a Argentina possua hoje entre 15 a 20 taxas de câmbio. As mais populares, o dólar blue (paralelo), e o oficial, podem variar até 100%.

O anúncio se aproveita de um momento de fragilidade na economia vizinha, que possui hoje reservas de dólares negativas.

O Peso chegou a ser negociado na proporção de AR$500 para US$1. Segundo a consultoria 1810, quando considerada a parte das reservas argentinas que estão em Yuan, o país teria US$1 bilhão negativo em dólares.

Em suma, a situação é de extrema vulnerabilidade, o que deixa a Argentina novamente a mercê do FMI.

Empréstimo com o FMI e busca de ajuda no Brasil

O presidente argentino Alberto Fernández, deve vir ao Brasil para o 5º encontro com o presidente brasileiro desde o início do ano. Fernández têm expectativa de que o Brasil possa colaborar na solução da crise do país. Entre as possibilidades, está a de que o Brasil poderia ajudar a pressionar organismos internacionais, como o FMI, a relaxarem as demandas para concessão de crédito.

A Argentina enfrenta sua maior seca em décadas, o que diminuiu as exportações de soja, tornando o dólar ainda mais escasso. Sem as receitas de exportações, a Argentina fica dependente de firmar novos termos com o FMI, que prometeu destinar US$44 bilhões ao país. O problema, entretanto, está no fato de que o país não vêm conseguindo honrar as demandas feitas pelo órgão quando da concessão do crédito em 2018. O FMI espera que a Argentina eleve suas reservas em dólares e diminua o déficit público. Em suma, que demonstre ter condições de pagar os empréstimos, algo inviável em meio a crise atual.

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