Notícias

Musk quer comprar a Disney. É possível?

Até essa quarta-feira (14), a fortuna de Elon Musk é avaliada em US$ 197,5 bilhões pela Forbes, enquanto a Disney encerrou 2023 avaliada em US$ 203,32 bilhões pelo mercado de ações.

Musk quer comprar a Disney. É possível?
(Imagem: Montagem BlockTrends)

No início deste mês, Elon Musk, proprietário da Tesla, SpaceX e X (anteriormente Twitter), sugeriu que estaria interessado em adquirir a Disney. A possível indireta ocorreu durante a estreia do curta “Lola”, co-dirigido pela atriz Nicola Peltz.

“Estou apenas aqui com amigos… Pensando em quais empresas adquirir”, declarou o bilionário em entrevista à FabTV, estando ao lado de Nelson Peltz, pai de Nicola e um dos maiores acionistas da Disney. Além disso, um crítico da gestão da empresa sob a liderança do CEO Bob Iger. Peltz e seu fundo de hedge, Trian Fund Management, têm ativamente buscado influenciar os negócios da Disney e sua relação com investidores.

A presença de Musk no evento, ao lado de Peltz, intensificou os rumores de que ambos poderiam estar colaborando nesse empreendimento. Iger e Musk têm enfrentado conflitos desde que a Disney, entre outras empresas, retirou anúncios da rede social X (anteriormente Twitter).

A richa aconteceu devido a postagens acusadas de serem antissemitas feitas por Musk na plataforma. Musk também mencionou que está financiando a ação judicial da atriz Gina Carano contra a Lucasfilms, pertencente à Disney, após sua saída da série Mandalorian.

Musk poderia comprar a Disney?

Até essa quarta-feira (14), a fortuna de Elon Musk é avaliada em US$ 197,5 bilhões pela Forbes, enquanto a Disney encerrou 2023 avaliada em US$ 203,32 bilhões pelo mercado de ações. Embora Musk possua um patrimônio próximo ao valor de mercado da Disney, ele tem menos ativos líquidos disponíveis para uma possível compra da empresa.

A maior parte de sua riqueza está investida em ações das empresas que lidera, tornando improvável a venda de todas as suas participações para adquirir a Disney.

Como alternativas para comprar a Disney, Musk poderia formar um consórcio com outros investidores ou instituições financeiras para compartilhar o custo da aquisição ou obter um empréstimo bilionário. A estratégia foi semelhante a que usou na compra do Twitter na época.

Outro aspecto relevante é que Musk está denunciando uma série de ações que considera racistas dentro da empresa. Por exemplo, o sistema de cotas para “grupos sub representados”. Desse modo, Musk ofereceu-se para ajudar com os custos judiciais de qualquer funcionário que tenha se sentido discriminado pela empresa.

Compartilhar
Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

Continue scrollando para a próxima matéria…