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Economia

Europa avança na regulação contra Big Techs

Lar de apenas 7 das 100 maiores empresas de tecnologia do mundo, a Europa lidera a corrida regulatória no setor.

Em mais uma decisão considerada “combativa” contra as Big Techs, a Europa decidiu decretar o USB-C como padrão para todos os aparelhos celulares a partir de 2024.

A decisão impacta principalmente a Apple, maior empresa do planeta, e cujos celulares possuem carregamento via lightning. 

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A decisão do parlamento Europeu, que teve 602 votos a favor e 13 contrários, se iniciou quando o padrão de carregadores adotados ainda era o chamado MicroUsb. A discussão se arrastou ao longo de anos, com uma justificativa ambiental de “reduzir o lixo eletrônico”.

Sede de apenas 7 entre as 100 maiores empresas de tecnologia do planeta, a Europa (que controla 20% do PIB global), tem liderado em outro setor: o regulatório. 

Em julho deste ano o parlamento Europeu aprovou um marco regulatório para as gigantes de tecnologia. Na mesma linha, um imposto global vem sendo capitaneado pelos europeus, o que pode acabar forçando o Brasil a aderir, pagando impostos diretamente na Europa. 

Do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos, onde estão 64 das 100 maiores companhias de tecnologia do mundo, o congresso tem agido de maneira mais lenta, buscando refrear avanços e exigências de sua contraparte europeia ao endurecimento da regulação. 

Nos EUA, a discussão esbarra no poder de lobby das empresas, mas há quem defenda certas limitações mesmo dentro do setor de tecnologia.

Elon Musk, controlador da Tesla, já sugestionou, por exemplo, que a Amazon deveria ser dividida em companhias menores, algo que poderia levar ao surgimento de 3 ou 4 empresas menores.

O argumento se dá, em especial, pelo poder de criar subsídios cruzados.

A Amazon é controladora da AWS, uma gigante de computação na nuvem que fornece servidores para serviços como Netflix e outras dezenas de gigantes da Internet.

Por meio do lucro da AWS, a companhia fundada por Jeff Bezos consegue manter-se sem qualquer lucro na área de e-commerce, promovendo preços abaixo da concorrência e levando competidores menores à falência. 

O argumento de Musk não se distingue muito de outra gigante de tecnologia no início do século 20, a Standard Oil, de John Rockefeller, cujo poder sobre o refino de petróleo era tão grande que inviabiliza novos concorrentes. 

Como Musk deve saber muito bem, a quebra do monopólio da companhia de John. D. terminou por levar a uma competição artificial, enriquecendo ainda mais o bilionário. 

Aos olhos do público, porém, o resultado foi positivo.

A regulação americana tem sido amenizada em determinadas áreas, como finanças, e aumentando em outras, como saúde. Os resultados são experimentos sociais e econômicos que certamente deverão pautar o congresso americano.

Para os EUA, porém, as empresas de tecnologia são uma maneira de garantir seu poderio econômico ao redor do planeta. Ao contrário da Europa, os EUA possuem muito a perder ao endurecer a regulação e diminuir a capacidade de as empresas de tecnologia americana avançarem sobre novos mercados.

É mais uma briga entre o velho e o novo mundo.

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