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Blockchain

Como a principal concorrente da Ethereum caiu 95%

A principal “ethereum killer” chegou a ser o quarto maior ativo cripto em valor do mercado, mas chega a 2022 redada de dúvidas sobre a continuidade de sua existência.

Solana é uma plataforma de contratos inteligentes, criada em 2017 por Anatoly Yakovenjo, com a promessa de ser mais rápida, escalável e barata que a Ethereum, sua principal concorrente no mercado. Solana prometia entregar 65 mil transações por segundo e cobrar pequena frações de centavos em taxas. Seu token só foi lançado em 2020, após a Solana Labs (startup que desenvolveu a blockchain) receber apoio financeiro para expandir suas operações e lançar seus primeiros contratos inteligentes na blockchain. Solana liderou parte da última bullrun, com o preço do token saltando de US$2 até US$260 em período de apenas 06 meses, enquanto seu ecossistema Defi alcançou a marca de US$10bi dentro do mesmo. Com uma proposta tecnológica inovadora, Solana começou a receber apoio de diversos players institucionais, levantando mais de US$300M em rodadas de investimentos.

Um dos principais apoiadores da empresa era o bilionário Sam Bankman-Fried, que além de participar das rodadas de financiamento, defendia ativamente a blockchain em eventos e redes sociais, chegando a organizar um evento nas Bahamas com o intuito de promover a FTX e Solana, com a presença de figuras como o Ex-presidente americano Bill Clinton e o ex-primeiro-ministro inglês Tony Blair.

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Ainda no mercado de alta, Solana começou a apresentar problemas técnicos, chegando a ficar off-line por horas, devido a ataques de bots que enviavam milhões de transações por segundo, sobrecarregando a rede e mostrando que a proposta de infraestrutura tecnológica possuía gargalos que precisavam ser corrigidos. O problema se repetiu, e questões sobre a capacidade técnica dos desenvolvedores de Solana e do problema ser incorrigível começaram a ser levantadas.

Esse foi o primeiro impacto sobre o case e a reputação de Solana, que refletiu sobre o valor do token, que começou a sofrer quedas maiores que a média do mercado. Em meio a essa turbulência, acusações de que alguns players estariam inflando artificialmente o TVL (total value locked), que representavam o valor em dólares depositados na rede.

Entretanto, esses problemas não foram os principais catalizadores da queda brusca no preço dos tokens SOL. O que parecia ser uma das principais vantagens competitivas de Solana, se tornou o maior catalizador para a queda dos preços e um possível colapso da rede. A queda dos principais fundos de risco cripto, e principalmente do ex-bilionário Sam Bankman-Fried, trouxeram prejuízos quase irreparáveis para a reputação de Solana, já que a rede era vista como um projeto paralelo de SBF, que por muitas vezes bancou não só a rede, mas diversos projetos de Defi, NFTs, infraestrutura para pagamentos e gaming que eram desenvolvidos na rede. Após a queda da FTX – Exchange fundada e controlada por SBF – a relação de Solana com as empresas de SBF foi completamente revelada.

Alguns projetos de Solana, como Serum e Maple, foram usados por SBF para gerar liquidez, enquanto criava tokens de forma quase ilimitada, vendia para o varejo e usava o dinheiro para cobrir parte das perdas de seus negócios, processo que também foi feito como com o token FTT. Além do medo causado pela relação publica de ambos, foi revelado que SBF detinha 58 milhões de tokens Solana, obtidos por investimentos feitos pela Alemeda Resarch (fundo VC e braço de trading do ex-bilionario). Durante a crise de liquidez de sua corretora, SBF vendeu a maior parte dos tokens Solana que estavam fora desbloqueados (parte ainda está em período de vesting), causando uma queda vertiginosa no preço e fazendo com que parte do mercado decretasse o fim da blockchain.

Após todos os fatos estarem consumados, Solana foundation deu declarações de que a relação com SBF era comercial e que eles poderiam continuar o projeto mesmo sem o apoio e financiamento das empresas de SBF, e que o caixa do startup não foi comprometido na corretora FTX.

O desafio de Solana agora é começar a reconstruir sua reputação e engajar usuários em sua blockchain, que teve parte dos problemas técnicos anteriores resolvidos e possui bons projetos ligados a pagamentos com stablecoins, NFTS, e gamings bem desenvolvidos. Figuras públicas do mercado com o Vitalik Buterin (fundador da Ethereum) vieram a público manifestar apoio e endossar que a completa desvinculação de Solana com SBF é e será positivo para a blockchain, que tem capacidade para se recuperar e desenvolver bons produtos para o mercado.

Entretanto, o risco de ataque ao consenso e segurança da rede blockchain aumentou significativamente, dado que Solana usa o modelo Proof of Stake, e qualquer pessoa que tenha mais de 51% dos tokens em stake pode comprometer a rede. Ainda é cedo para dizer com certeza se Solana vai sobreviver e reviver seus melhores momentos, mas é fato que Solana e todo o mercado aprendeu a necessidade de ser mais transparente e diligente na condução de seus negócios.

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