Pela 79ª vez desde 1962, o Congresso americano irá discutir um aumento no chamado “Teto da dívida”, atualmente em US$31,4 trilhões.
O chamado “debt ceiling” foi criado com o intuito de forçar uma diminuição da dívida americana após o final da segunda guerra mundial, tendo sido alterado sempre que o novo limite está próximo de ser atingido.
A aprovação do novo teto, porém, não é uma questão “fácil” para nenhum governo. É possível que no caminho até a aprovação do aumento, o governo possa sofrer o chamado “shutdown”, o fechamento de serviços públicos para reduzir despesas na medida em que não há recursos para pagá-las.
Ao contrário do Brasil, a dívida americana ainda está longe de retornar aos níveis pré-pandemia, mesmo com uma inflação que chegou a 8% em 12 meses e juros negativos. Por lá, a dívida está em 123,4% do PIB, uma redução em relação aos 132,4% em janeiro de 2021, mas ainda acima dos 110% de janeiro de 2020.
Para Geoff Kendrick, head de análise na Standard Chartered, o momento de tensão pré-aprovação do aumento do teto pode ser positivo para o Bitcoin.
Segundo Geoff, o Bitcoin já se provou um ativo resiliente em momentos de crise, sendo considerado um “safe heaven” em momentos de crise.
A expectativa do analista é de que o Bitcoin poderia subir cerca de US$20 mil. Essa, porém, não seria uma alta contínua, mas repleta de percalços. É possível também que o Bitcoin caia mais US$5 mil antes de retomar as altas.
Essa alta decorre da ausência de confiança em ativos como ações ou imóveis, que estão enfrentando problemas nos EUA neste momento.
A discussão do governo Biden se dará com um congresso agora sob comando dos republicanos.
No longo prazo, ou final de 2024, o analista espera uma cotação de US$100 mil para a principal criptomoeda.
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