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Bitcoin pode atingir máxima histórica antes do halving, diz CEO da Ripio. Quais criptomoedas se beneficiarão?

Há especulações de que o Bitcoin chegue a US$ 150.000 até o final deste ano e a US$ 1,5 milhão até o final da década, relembra o CEO.

O Bitcoin (BTC) engatou em uma alta de preços mais confiante no começo desta semana, impulsionando as demais criptomoedas. Nesse sentido, a criptomoeda chegou a um preço de mais de US$ 57 mil nesta terça-feira (27), e ultrapassou os US$ 54.000 no dia anterior. Trata-se do maior valor desde dezembro de 2021.

Portanto, Sebastian Serrano, CEO da Ripio, afirma o Bitcoin tem tido um início de ano espetacular, com a tão esperada aprovação de ETFs à vista nos Estados Unidos. Além disso, a expectativa é grande para o halving, com previsão para ocorrer entre abril e maio.

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O evento irá reduzir pela metade a recompensa aos mineradores e deve gerar uma recuperação muito sólida nos preços do ativo. O evento, na visão de Serrano, poderia permitir a busca de novas máximas históricas ainda neste ano.

“Como a inflação global continua a aumentar – e ficou claro que não se trata apenas de um problema relacionado à pandemia – a adoção cripto e, em particular, do Bitcoin, continua a crescer. Na metade de fevereiro, o valor do BTC ultrapassou US$ 50.000, e vale lembrar que a criptomoeda já acumulava um aumento de 140% em 2023”, explica o CEO.

Bitcoin pode atingir US$ 150 mil ainda este ano, diz CEO

Há especulações de que o Bitcoin chegue a US$ 150.000 até o final deste ano e a US$ 1,5 milhão até o final da década, impulsionando outras criptomoedas. Contudo, Serrano reforça que qualquer número é incerto, especialmente nesse contexto.

Segundo o CoinMarketCap, no começo de fevereiro, o Bitcoin foi negociado a US$ 52.000, entregando assim ganhos de 15%. No entanto, as saídas no Grayscale Bitcoin Trust (GBTC) diminuíram nas últimas semanas, e os fluxos para os demais produtos financeiros dispararam.

“Inclusive, desde o começo do ano, a oferta adquirida por detentores de curto prazo (STH) aumentou em 400.000 BTC, com uma parcela significativa atribuída aos fundos e ETFs, mas outros investidores não ficaram muito atrás, conseguindo pouco menos de 200.000 BTC”, diz.

Com base nas experiências de halvings anteriores (2012, 2016 e 2020), a desaceleração resulta em tendências de alta acentuadas que geralmente se espalham pelo Ethereum e por todo o ecossistema de altcoins.

Em todos os ciclos anteriores, Serrano explica que a demanda começou a esquentar meses após o halving. “Mas agora estamos observando uma maior atividade antes do halving e isso foi antecipado devido a uma forte demanda que era esperada com a aprovação dos ETFs”, aponta.

“Analisando este contexto, muito provavelmente será um ciclo intenso, mas talvez mais curto. A verdade é que há incerteza em relação a isso porque também há quem fale de um superciclo que vai durar muito tempo”, afirma.

O que está claro para o CEO da Ripio é que os ETFs são importantes para o mercado cripto e estão exigindo e atraindo muito capital. O halving está se aproximando e reduzirá a produção dos mineradores, o que pode impactar positivamente esse mercado.

Criptomoedas que podem pegar carona com Bitcoin

“Vale ressaltar que o Ethereum (ETH) continua sendo a segunda rede e criptomoeda mais importante do ecossistema. Apesar disso, é improvável que ela ganhe uma grande participação de mercado no curto prazo. Porque no nível de investimento o ETH está em um meio-termo entre o BTC, que define tendências, e as altcoins de pequena capitalização. Essas para as quais muitos fundos estão se movendo rapidamente em busca de melhores retornos em corridas de alta”, diz.

Da mesma forma, o Ethereum mantém fundamentos muito sólidos na opinião do especialista, e continua a otimizar seus aspectos técnicos desde que a fusão começou em setembro de 2022. “Tanto é que, chegou ao ponto de que o ETH já é uma cripto deflacionária (ele queima mais do que emite)”, explica.

Solana (SOL) teve um ano de 2023 muito interessante, ficando em quarto lugar no gráfico cripto, atrás apenas de BTC, ETH e BNB. Para Serrano, o desempenho da Solana pressiona o ecossistema Ethereum. Pois oferece uma alternativa muito rápida e barata para usos gerais de DeFi e web3.

“Além de seu token nativo, tem um ecossistema impressionante de altcoins e NFTs. É mais provável que Ethereum e Solana apresentem os principais projetos baseados em contratos inteligentes, também porque são atualmente os ecossistemas mais amplos”, declara.

Outras oportunidades do mercado cripto

Com o ciclo de alta já bem encaminhado, as dominantes Bitcoin, Ethereum e Solana parecem ser criptomoedas com um futuro promissor em 2024. Entretanto, é provável que haja outras oportunidades durante o ano.

“Além dos tokens mais promissores para 2024, identificamos um interesse crescente em relação à tokenização de ativos do mundo real (RWA) e que sejam tokenizáveis, ou seja, que possam ser negociados em ambientes de blockchain, geralmente em DeFi”, diz Serrano.

Imóveis, títulos e ações estão liderando as iniciativas de tokenização de RWA, e já existem projetos no mercado dedicados a esses temas, com tokens de utilidade que podem ter um alto retorno à medida que a tendência se solidifica.

“Neste ano, o FOMO (fear of missing out) de integrar cripto começará a se manifestar de maneira mais intensa e fintechs e bancos buscarão incorporar e se beneficiar da nova economia digital. Alguns farão isso mais cedo e outros mais tarde, mas acabaremos com todos assimilando esta tecnologia”, finaliza.

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