Blockchain

Austrália deve ganhar ETF de Bitcoin de $1 bilhão na próxima semana

Bolsa australiana pode injetar até $1 bilhão no mercado de cripto com o novo ETF

Cerca de 19 anos após se tornar o primeiro país do mundo a lançar um ETF de ouro, a Austrália deve contar agora com um ETF de Bitcoin.

A ASX, bolsa de valores australiana, deve se tornar a terceira do mundo, atrás do Canadá e do Brasil, a lista um ETF do tipo.

A Cosmos Asset Management, pertencente a Mawson, uma mineradora de bitcoin listada na Nasdaq, espera captar até $1 bilhão com o fundo negociado em bolsa.

O ETF deverá investir no ETF canadense da Purpose, que assim como o brasileiro QBTC11, investe diretamente em Bitcoin. 

Os ETFs de Spot tem sido aguardados por investidores por se tratarem de fundos que adquirem o ativo em si, reduzindo sua oferta no mercado, ao contrário dos ETFs de futuros, que negociam apenas contratos.

O que é o Bitcoin?

O Bitcoin é a primeira e maior criptomoeda do sistema financeiro global e traz consigo uma estrutura caracterizada principalmente pela sua altíssima complexidade. Mesmo assim, entender o Bitcoin e seus propósitos não é uma tarefa difícil.

De forma simples, o Bitcoin nada mais é do que um protocolo que fornece a possibilidade de criação de uma carteira digital que move dinheiro de forma totalmente virtual. 

A partir dele, você pode armazenar e transacionar valor de forma ponto a ponto (P2P), sem a necessidade de terceiros para auxiliar na realização da transação, como ocorre no mundo financeiro tradicional. 

A essência da rede se dá pela sua descentralização e por ser um código aberto, qualquer pessoa pode ter acesso ao livro razão do Bitcoin, onde todos os saldos de todos os endereços da rede constam (de forma totalmente criptografada). 

A criptomoeda se posiciona como uma alternativa anti-inflacionária ao dinheiro fiduciário, pois é determinada, pelo próprio protocolo da rede, que existirá uma quantidade fixa de Bitcoins (21 milhões de unidades). 

Ele é chamado de ‘’criptomoeda’’ devido ao uso de criptografia para garantir um nível aceitável de privacidade para todo e qualquer usuário da rede, mesmo assim, as transações e movimentações deixam registros que podem ser rastreados (mesmo que de forma complexa).

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