Finanças

Argentina terá estagflação em 2024: inflação elevada e baixo crescimento, diz Javier Milei

Milei comenta a inflação já era algo como dado. Contudo, está ligada às medidas “dos últimos dois anos em matéria monetária”.

Argentina terá estagflação em 2024: inflação elevada e baixo crescimento, diz Javier Milei
Fonte: Reuters

O novo presidente eleito está realizando uma série de diagnósticos no país. Entre eles, Javier Milei diz que um dos mais preocupantes é sobre a “estagflação”. Ou seja, segundo sua visão, quando começar sua presidência, a Argentina passará por uma mistura de inflação alta e estagnação econômica.

Milei comenta a inflação já era algo como dado. Contudo, está ligada às medidas “dos últimos dois anos em matéria monetária”. Portanto, segund ele, no seu governo esta variável continuará elevada porque é o resultado do “desastre” da atual gestão do presidente Alberto Fernández. Bem como do ministro da Economia Sergio Massa.

Conforme Milei ressalta, o problema não é de hoje, e não será resolvido como mágica. Nesse sentido, a Argentina não cresce desde 2011. O PIB argentino hoje é igual ao de 2011. PIB per capita, 13% abaixo de 2011. Por fim, em todo esse período, a inflação foi de 6.812%.

Estagflação não é de hoje

De acordo com a Pesquisa de Expectativas de Mercado (REM) publicada pelo Banco Central, a inflação de 2023 fechará em 185%, quase o dobro da de 2022, e a atividade econômica sofrerá uma queda de 2%. Santiago Manoukian, chefe de Pesquisa da Ecolatina, afirma que a situação pode até reverter para os níveis de 2011.

“O que estamos fazendo é criar mecanismos para frear a emissão de dinheiro para, num prazo de 18 a 24 meses, acabar com a inflação. Essa é a evidência empírica do caso argentino. A convertibilidade, que funcionava sob essa mesma regra, demorou 20 meses”, justificou o novo presidente, em entrevista à Rádio La Red.

“Quando a reorganização fiscal for feita, terá um impacto negativo na atividade económica, por isso digo que a única carteira que estará aberta é a do Capital Humano, para dar apoio aos caídos”, acrescentou.

Em um período de 30 anos, a Argentina experimentou uma inflação dramática, com um pico histórico em outubro de 1991, atingindo 102,4%. A inflação teve seus altos e baixos desde então, mas desde 2006, a tendência tem sido de um aumento progressivo, com picos preocupantes após 2014. Em 2022, o país sul-americano registrou uma taxa de inflação alarmante de 142,7%, sinalizando desafios econômicos severos e persistentes.

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Fonte: Reuters
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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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