Y Combinator lista categoria de stablecoins em suas áreas de interesse de investimento
A YC disse que, embora US$ 136 bilhões em stablecoins tenham sido emitidos até o momento, a oportunidade no setor é "ainda mais imensa".
A incubadora do Vale do Silício, Y Combinator (YC), incluiu o financiamento de stablecoins em sua nova lista de solicitações para startups (RFS). Nesse sentido, essa lista é uma tradição da YC desde 2009, apresentando ideias que a incubadora deseja tornar realidade. Portanto, a novidade, na visão de especialistas, reforça a tese de que o mercado volta a atentar-se para criptomoedas.
A Y Combinator (YC) listou o financiamento de stablecoins como uma categoria em sua lista atualizada de áreas nas quais gostaria de investir, conforme revelado em sua lista de RFS divulgada na semana passada.
A RFS é uma tradição da YC, disse o blog, que remonta a 2009, oferecendo ideias que a incubadora quer ver concretizadas. Isso ajuda as startups a entender em quais áreas a YC gostaria de investir.
“Gostaríamos de financiar ótimas equipes que estão construindo produtos B2B e de consumo em cima de stablecoins, ferramentas e plataformas que possibilitam o financiamento de stablecoins e mais protocolos de stablecoins”, escreveu Brad Flora, um parceiro do grupo na YC.
Citando a iniciativa do PayPal (PYPL) de emitir sua própria stablecoin e como os principais bancos começaram a oferecer serviços de custódia, Flora disse que sua “utilidade é tão direta que parece inevitável que as finanças tradicionais sigam o exemplo”. A YC comparou o futuro das stablecoins com a música digital, explicando como a música digital surgiu de modelos de compartilhamento de arquivos proibidos.
A YC disse que, embora US$ 136 bilhões em stablecoins tenham sido emitidos até o momento, a oportunidade no setor é “ainda mais imensa”. Apesar do valor massivo dos tokens emitidos, apenas cerca de sete milhões de pessoas transacionaram com stablecoins, e existem apenas alguns grandes emissores de stablecoins.
Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.