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União Europeia aumenta sanções com novas restrições de cripto à Rússia

Segundo a UE, essa decisão está alinhada com os esforços contínuos da UE para impedir as capacidades financeiras da Rússia em resposta ao conflito na Ucrânia.

União Europeia aumenta sanções com novas restrições de cripto à Rússia

A União Europeia (UE) anunciou mais uma medida para aumentar a pressão sobre a Rússia. Essas sanções acontecem devido às invasões militares da Rússia na Ucrânia. Nesse sentido, a União Europeia anunciou um novo conjunto de sanções, marcando o 12º pacote contra a Rússia.

Este último conjunto de sanções, detalhado em um Q&A da Comissão Europeia em 18 de dezembro, visa especificamente o setor de criptoativos, impondo restrições rigorosas a nacionais e residentes russos.

O pacote de sanções recente da Comissão Europeia introduz uma vasta gama de proibições. Desse modo, elas impedem nacionais e residentes russos de possuir, controlar ou fazer parte dos órgãos de governança de provedores de serviços de criptoativos.

Segundo a UE, essa decisão está alinhada com os esforços contínuos da UE para impedir as capacidades financeiras da Rússia em resposta ao conflito na Ucrânia. Ao focar na indústria de criptoativos, a UE visa fechar possíveis brechas que poderiam ser exploradas para transações financeiras fora do sistema bancário tradicional.

Contudo, essa medida vai além da simples propriedade e controle. As sanções também incluem medidas para impedir a prestação de serviços de carteira, conta ou custódia relacionados a criptoativos para indivíduos baseados na Rússia.

Esses regulamentos são projetados para apertar o cerco às atividades financeiras digitais de entidades russas. Desse modo, garantindo que as sanções da UE tenham um alcance mais amplo e eficaz.

Sanções da União Europeia

A União Europeia vem progressivamente aumentando suas sanções contra a Rússia desde o início de 2022, quando a invasão começou. Nesse sentido, essas medidas abrangeram várias sanções econômicas, individuais e relacionadas a vistos, visando exercer pressão substancial sobre a Rússia.

Em outubro de 2022, a UE já havia dado um passo significativo ao restringir cidadãos russos de operar carteiras de criptoativos dentro da União Europeia, estabelecendo um precedente para as sanções mais recentes.

O objetivo subjacente dessas sanções, conforme declarado pela Comissão Europeia, é alcançar uma paz justa e duradoura na região. Ao impor o que descrevem como “consequências severas” à Rússia, a União Europeia espera dificultar a capacidade da Rússia de continuar suas operações militares de forma eficaz.

Medidas semelhantes contra Belarus e Irã acompanharam essas sanções, indicando a postura mais ampla da UE em relação a conflitos regionais.

As implicações dessas sanções são de grande alcance, especialmente para o setor de criptoativos. Ao mirar nesta indústria, a União Europeia aborda um aspecto moderno e cada vez mais significativo das finanças globais. As restrições a nacionais e residentes russos em possuir ou controlar serviços de criptoativos devem impactar substancialmente a manobrabilidade financeira da Rússia.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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