Investimentos

<strong>Um mês após caso envolvendo Americanas, Nubank venderá Tesouro Direto</strong>

Nu Invest passa a oferecer acesso aos títulos do Tesouro Direto cerca de um mês após polêmica envolvendo fundo reserva.

<strong>Um mês após caso envolvendo Americanas, Nubank venderá Tesouro Direto</strong>
Imagem: Nubank/Divulgação

Com cerca de 1% da carteira em debêntures das Americanas, o fundo Nu Reserva chamou atenção dos investidores após marcar a zero o valor, derrubando o rendimento do fundo de 13,36% para 12,27% em um único dia.

O prejuízo estimado em R$20 milhões, levou ao menos 160 mil cotistas a sacarem os recursos desde o dia 13/01, reduzindo o patrimônio líquido do fundo de R$2,56 bilhões para os atuais R$1,705 bilhão.

Considerada uma opção conservadora, o fundo recebeu críticas de especialistas na área por ter quase ⅓ do seu patrimônio em debêntures, ou títulos de dívidas de empresas privadas.

Ainda que debêntures como das Americanas fossem consideradas de excelente qualificação por agências de risco, o tipo de fundo, para reserva emergencial, demanda investimentos 100% seguros, como é o caso do Tesouro Direto.

Criado nos anos 2000, o Tesouro Direto é uma modalidade na qual o investidor Pessoa Física adquire títulos emitidos pelo governo. A modalidade já acumula R$100 bilhões em aportes, ou o equivalente a 1,4% do total da dívida pública.

Ao todo a modalidade possui 2,1 milhões de investidores, graças em boa medida a bancos que costumam vender títulos do Tesouro Direto com taxas próximas de 0% em administração.

Os títulos possuem valor mínimo de R$30 de aplicação, disponíveis em 4 tipos: IPCA+, IPCA+ com juros semestrais, pré-fixado e Renda A+, o novo título disponibilizado pelo Tesouro Direto para quem deseja complementar renda na previdência.

Compartilhar
Felippe Hermes

Sobre o autor

Felippe Hermes

Co-fundador e editor-chefe do Blocktrends.

Continue scrollando para a próxima matéria…