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Por que o Bitcoin está caindo? ETFs, FTX e Mt.Gox? Entenda

É possível classificar alguns pontos macroeconômicos, como uma mudança na expectativa sobre o corte na taxa de juros dos Estados Unidos.

O Bitcoin começou o ano do mesmo modo que terminou, subindo. A criptomoeda chegou a alcançar um patamar de preço na casa dos US$ 47 mil em janeiro, contudo começou a derreter logo após a aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA. Portanto, junto da queda também chega a pergunta mais feita pelos investidores de varejo: por quê o Bitcoin está caindo? Acabou o rali?

Nesse sentido, é possível classificar alguns pontos macroeconômicos, como uma mudança na expectativa sobre o corte na taxa de juros dos Estados Unidos. Antes, o mercado esperava um corte na taxa de juros até março.

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Contudo, desde então o cenário mudou, e muitos acreditam que os cortes vão demorar um pouco mais (mesmo ainda sendo inevitáveis para todos). Além disso, uma profecia auto-realizada sobre a aprovação dos ETFs de BTC no país.

Muitos acreditavam que o evento histórico estava impulsionando uma alta excessiva no mercado cripto, e após a confirmação haveria uma venda de fatos. Para Vinicius Bazan, analista de criptoativos da Empiricus, “água mole em pedra dura tanto bate até que fura.”

Isso é, de tanto falarem sobre uma queda após o fato, ele realmente veio. Além disso, existe uma grande realização de lucros por parte dos mineradores e dos investidores de longo prazo.

A Grayscale faz parte destes investidores de longo prazo, conforme coloca Bazan. A empresa converteu seu ETF de Bitcoin de futuros para à vista, e está vendendo desde então. “É um fundo que está reduzindo bastante suas posições, e consequentemente contribuindo para essa queda”, diz.

Pressões vendedoras de Bitcoin

Para escalar ainda mais a pressão vendedora vindo da Grayscale, o patrimônio da FTX, juntamente com o fundo de hedge Alameda Research, vendeu mais de dois terços de suas ações do Grayscale Bitcoin Trust (GBTC). Ou seja, fazendo com que a gestora tenha que vender seus Bitcoins para cumprir o resgate das cotas.

Antes de 11 de janeiro, quando o trust foi convertido em um fundo de índice negociado em bolsa (ETF) à vista, a massa falida da FTX possuía 22,28 milhões de ações do GBTC, avaliadas em US$ 902 milhões.

Após a conversão, a FTX vendeu mais de dois terços dessas ações nos três dias seguintes de negociação, reduzindo sua posse para menos de 8 milhões de ações, avaliadas em aproximadamente US$ 281 milhões.

Desde 11 de janeiro desse ano, mais de US$ 700 milhões em Bitcoin foram vendidos pelo Grayscale Bitcoin Trust, com alguns analistas sugerindo que os investidores estão deixando o fundo devido às taxas consideradas altas.

Além da Grayscale, outra suposta forte pressão vendedora é a Mt. Gox, uma exchange de criptomoedas da qual foram roubados cerca de 850.000 bitcoins (BTC) há quase uma década.

Nesse sentido, a corretora está se preparando para iniciar os reembolsos de BTC aos usuários, o que gera um medo de realização massiva por parte do mercado. Recentemente, a exchange entrou em contato com credores para confirmar suas identidades e a propriedade dos endereços de corretora. Muito embora, a Mt. Gox ainda não começou a reembolsar os credores. No momento, a corretora detém cerca de 137.98 mil BTC em suas reservas.

O Bitcoin vai continuar caindo?

Bazan também ressalta os ciclos passados, destacando os períodos de pré-halving (quando a emissão de novos Bitcoin por bloco é reduzida pela metade). Nesse sentido, ele compara com os ciclos anteriores, que no caso do halving acontece de quatro em quatro anos. A conclusão é sólida, todos eventos pré-halving é possível ver o Bitcoin caindo.

“É bem característico essa queda, uma consolidação pré-halving. Na minha opinião, o primeiro cenário seria o Bitcoin cair até US$ 38 mil que preserve os ganhos dos últimos dois meses. Abaixo disso, deve ir para US$ 35 ou US$ 32 mil. Algo que eu acho menos provável mas possível ao comparar com ciclos anteriores. Acho difícil abaixo de US$ 30 mil, seria uma mega oportunidade antes do halving, que seria o grande bull market”, diz.

Para André Franco, analista do MB, a zona é muito boa para comprar mais Bitcoin. “Minha expectativa depois que começou a queda é de US$ 38 mil dólares. Mas olhando para um ponto de vista mais pessimista, do pico para uma retração de 30%, veriamos o BTC nos US$ 34 mil. Acho possível, mas colocaria minhas fichas no cenário de US$ 38 mil”, diz.

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