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Economia

“Neoliberal e reforço da via colonial”, o que pensa o novo presidente do IBGE sobre o PIX e outras ideias

FedNow Service, o PIX dos EUA, chamou uma empresa brasileira, a C&M Softwares, como responsável pela implementação de grande parte da tecnologia.

O economista Marcio Pochmann será o novo presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo anúncio do ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta.

Dessa forma, o petista já possui algumas críticas polêmicas sobre o Pix, e outras temáticas de àmbito econômico. Em outubro de 2020, Pochmann postou em seu Twitter uma crítica ao PIX, que foi lançado um mês depois. Segundo ele, o PIX seria mais um “passo na via neocolonial a qual o Brasil já se encontra ao continuar seguindo o receituário neoliberal”.

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Todavia, é importante ressaltar que o FedNow Service, sistema de transferência instantânea dos Estados Unidos vinculado ao Federal Reserve, foi lançado apenas na última semana deste mês. Além disso, uma empresa brasileira, a C&M Softwares, foi responsável pela implementação de grande parte da tecnologia.

Nesse sentido, falando para uma matéria anterior do BlockTrends, Daniela Machado, diretora global de marketing e produtos da C&M Software, disse que, fazer parte do processo de implementação, funcionamento e operação do FedNow é um grande prestígio para a C&M Software.

“Uma empresa brasileira, com uma tecnologia de pagamento de sucesso no Brasil, sendo importada para grandes potências mundiais, como os Estados Unidos, é de extrema relevância para o cenário financeiro nacional”, comentou.

Real digital também desagrada Pochmann

Com uma ampla atuação no ambiente acadêmico, Pochmann não teve a mesma sorte na carreira política, ou seja, na prática. O professor voluntário da Unicamp foi duas vezes candidato a prefeito de Campinas (SP), mas não se elegeu. O presidente eleito para o IBGE também é bastante contrário ao real digital. Pochmann comenta que é uma tática de dolarização da economia nacional.

“Na sequência vem a abertura financeira escancarada com o real digital e a sua conversibilidade ao dólar. Condição perfeita ao protetorado dos EUA”, completou o presidente do IBGE, no Twitter.

Porém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República e também filiado ao PT, vem levantando a ideia de usar uma moeda comum entre os países da América Latina para a “desdolarização” da região. Nesse sentido, a tecnologia DLT, ou blockchain, de uma moeda digital já foi discutida.

Além disso, entre países que querem sair do dólar, três já o fazem por meio das CBDC. A China também lançou um plano para usar o yuan digital (também chamado de e-CNY) no comércio internacional. Por sua vez, a Rússia assinou uma lei que entra em vigor no dia primeiro de agosto, que trata sobre a utilização do rublo digital.

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