Criptomoedas

Investidores de Monero encaram perdas de 23% em XMR; mas o fazem com privacidade

O motivo da queda é de mercado, e é a reação do anúncio da Binance, que deslistará a conhecida moeda de privacidade Monero (XMR) em 20 de fevereiro.

Investidores de Monero encaram perdas de 23% em XMR; mas o fazem com privacidade

Os investidores de Monero (XMR) observam o Bitcoin com leves oscilações nesta terça-feira (6) e invejam o movimento, Isso porque a XMR é a que mais derrete em 24 horas. Desse modo, o token nativo da blockchain de privacidade afunda mais de 23%, segundo dados do CoinMarketCap.

O motivo da queda é de mercado, e é a reação do anúncio da Binance, que deslistará a conhecida moeda de privacidade Monero (XMR) em 20 de fevereiro, juntamente com outras três criptomoedas: Aragon, Multichain e Vai.

“Na Binance, revisamos periodicamente cada ativo digital que listamos para garantir que ele continue a atender ao alto padrão que esperamos”, escreveu a exchange de criptomoedas em um anúncio oficial. “Quando uma moeda ou token não atende mais a esse padrão, ou a indústria muda, realizamos uma revisão mais aprofundada e potencialmente a deslistamos. Acreditamos que isso protege melhor todos os nossos usuários.”

Os pares de negociação específicos do Monero que estão sendo removidos são contra bitcoin, ether e tether. A Monero é uma blockchain com a tese de privacidade. Ou seja, enquanto no Bitcoin todas transações podem ser verificadas, na Monero isso não acontece.

O deslistamento pode não ser uma surpresa. No início de janeiro, a Binance colocou “tags de monitoramento” no Monero e em várias outras moedas e tokens. A exchange rival OKX também deslistou o Monero, juntamente com as moedas focadas em privacidade Zcash e Dash, em janeiro.

Por fim, vale ressaltar que as exchanges têm enfrentado uma pressão regulatória crescente para deslistar moedas de privacidade nos últimos anos. Nesse sentido, foi o que levou algumas moedas a removerem seus recursos de privacidade para permanecerem listadas.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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