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Blockchain

Inteligência artificial no Bitcoin. ‘Precisamos de uma IA descentralizada’, afirma fundador

O BlockTrends entrou em contato com o desenvolvedor líder do projeto, o pseudônimo Punk686, para saber mais.

O Bitcoin agora será o lar de uma diversidade de modelos de inteligência artificial. A novidade acontece em detrimento de uma rede de segunda camada, capaz de suportar contratos inteligentes.

De maneira mais simplificada, a rede blockchain do Bitcoin receberá uma extensão (segunda camada, ou L2), com objetivo de expandir as funcionalidades. Entre as novas possibilidades está a compatibilidade com a rede Ethereum, uma rede capaz de executar contratos auto-executáveis.

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Nessa linha, a novidade é mérito do projeto Bitcoin Virtual Machine (BVM), a segunda camada do Bitcoin que é compatível com Ethereum. Ou seja, será uma rede que servirá como ponte, ou meio termo, entre ambas tecnologias.

A rede intermediária lançará em breve uma plataforma chamada Truly Open AI, que permitirá aos usuários implementar modelos de inteligência artificial (IA) na blockchain para uso em aplicações cripto. O modelo de armazenamento da IA nasceu em colaboração com outros projetos criptos, como Filecoin, Near, Avail, Polygon e Syscoin.

O BlockTrends entrou em contato com o desenvolvedor líder do projeto, o pseudônimo Punk686. Em sua visão, o Bitcoin pode servir muito além do que “apenas” uma moeda digital. Além disso, o desenvolvedor ressaltou a importância de criar um modelo de inteligência artificial realmente descentralizado.

O início de tudo

Conforme conta, tudo começou com a introdução dos Ordinals, o que atraiu a atenção dos desenvolvedores blockchain para o Bitcoin. “Ordinal por si só é uma prova de conceito de que o Bitcoin poderia ser generalizado além de apenas uma moeda”, diz.

“Sendo pioneiros dos Ordinals lá em fevereiro de 2023, experimentamos em primeira mão o quanto as pessoas estavam empolgadas por mais casos de uso no Bitcoin!”.

Punk686 conta que, o objetivo do projeto Bitcoin Virtual Machine é maximizar o potencial do Bitcoin. Assim, tornando o Bitcoin mais útil e utilizável para muito mais do que apenas uma moeda.

“Se pudermos implantar casos de uso com dapps para consumidores no Bitcoin, não só podemos desbloquear a liquidez de US$ 1,3 trilhão (atual capitalização de mercado do BTC) mas também impulsionar a adoção em massa das criptomoedas em geral.”

Ele comenta que, do ponto de vista do consumidor, Bitcoin é sinônimo de cripto. “Tente perguntar aos seus amigos que não são do meio cripto se eles conhecem Ethereum ou Solana”. A resposta, segundo ele, é majoritariamente negativa. Muito provavelmente, a maioria deles só sabe sobre o Bitcoin. “O Bitcoin é a marca perfeita para consumidores”, complementa.

Por que criar e treinar modelos de inteligência artificial no Bitcoin?

Acerca do treinamento de modelos de inteligência artificial no Bitcoin, Punk686 afirma que hoje, apenas algumas grandes corporações controlam a IA do mundo. “Esses sistemas centralizados têm suas fraquezas. Precisamos de uma infraestrutura de IA que seja descentralizada, onde qualquer um possa compartilhar e usar modelos de IA de forma confiável”, diz.

Contudo, o atual ecossistema blockchain torna a construção disso desafiadora. Muito devido às restrições de tamanho dos blocos, e barreiras de poder computacional referente à IA.

“É por isso que o BVM está alimentando blockchains L2 do Bitcoin escaláveis projetados especificamente para tarefas de IA. Os modelos de IA são armazenados on-chain através da arquitetura de Disponibilidade de Dados Híbridos do Bitcoin em várias camadas de armazenamento como NEAR, Filecoin, Polygon, Celestia e Avail”, explica.

Além disso, os motores de inferência são programados como contratos inteligentes. Isso permite, segundo ele, que qualquer pessoa use esses modelos de IA de forma confiável e eficiente sem quaisquer restrições de escalabilidade.

Finalmente, acerca da estrutura usada, ele explica ao BlockTrends que o BVM adota uma abordagem pragmática tendo o Bitcoin como camada de validação de dados. Além disso, utiliza armazenamento de dados em redes como Near, Filecoin, Eigen e Avail.

“O Bitcoin é a camada de blockchain base. Seu trabalho é fornecer segurança, consenso e finalidade para todo o conjunto. Desse modo, transações de dapps se liquidam em L2s do Bitcoin. Por consequência, as L2s do Bitcoin se liquidam no BVM, e por fim, o BVM se liquida no Bitcoin”, finaliza.

Isso significa que, conforme o desenvolvedor líder, as blockchains L2 do Bitcoin alimentados pelo BVM ainda herdam 100% a segurança da blockchain do Bitcoin.

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