Finanças

EUA marcha em direção à China: “não esperamos avanços significativos”

Entretanto, dizem pretender construir canais de comunicação de longo prazo com o país.

EUA marcha em direção à China: “não esperamos avanços significativos”

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, tem viagem marcada para China, Pequim, nesta semana. Yellen vai embarcar na quinta-feira (6) e ficará até domingo (9). Portanto, trata-se da segunda viagem de um funcionário do gabinete à China desde que a tensão entre ambas se intensificou no início deste ano.

A primeira foi quando o secretário de Estado, Antony Blinken, se reuniu com o presidente Xi Jinping e o ministro das Relações Exteriores Qin Gang em Pequim em junho.

Além disso, o esperado é que Yellen discuta sobre a importância de ambos os países estreitarem laços econômicos. Além de “gerenciarem o relacionamento com responsabilidade, comunicar diretamente sobre áreas de preocupação e trabalhar juntos para enfrentar os desafios globais”, segundo o Departamento do Tesouro em um comunicado no domingo.

Contudo, os EUA não esperam “avanço significativo” desta viagem inicial. Entretanto, pretendem construir canais de comunicação de longo prazo com a China, acrescentou o funcionário do Tesouro.

Edward Alden, membro sênior do Conselho de Relações Exteriores (CFR), disse à AFP: “Acho que o governo dos EUA está claramente tentando colocar algum piso sob a deterioração das relações econômicas”.

EUA contra China na corrida tecnológica

A disputa acontece em meio a uma intensa corrida tecnológica que envolve chips semicondutores. A tecnologia é fundamental para construir diversas tecnologias, não somente inteligência artificial, como os da Nvídia. Os chips desempenham um papel importante não apenas na IA, mas também na aplicação em smartphones, carros autônomos, computação avançada e fabricação de armas.

Ambos os lados impuseram diversos embargos restritivos de exportação. No caso da China, metais de matéria-prima usados na fabricação das peças. Já do lado dos EUA, o produto final foi restringido de chegar até o país asiático.

Nesse sentido, a China anunciou que irá controlar as exportações de alguns metais utilizados na indústria de semicondutores para fabricação de chips, segundo o Ministério do Comércio do país nesta segunda-feira (5).

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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