Desenvolvedora de jogos vence pirataria; bastou não cobrar olho da cara
Pensando na viabilidade financeira, o fundador tomou a decisão de lançar com um desconto de 60% em relação aos demais países.
A desenvolvedora de jogos indie Pirate Software, responsável pelo jogo Heartbound, apresentou uma solução inovadora para combater a pirataria de jogos no Brasil: cobrar um preço que o consumidor possa pagar.
Nesse sentido, Jason Thor Hall, fundador do estúdio indie, comenta em entrevista que a pirataria sempre foi um problema significativo no país tupiniquim. Além disso, é especialmente prejudicial para desenvolvedores menores, devido aos altos preços e elitização dos jogos.
Para enfrentar esse desafio, Thor comenta que a Pirate Software adotou uma estratégia eficaz: manter o preço de Heartbound em R$ 28, um valor significativamente mais baixo do que a média de outros jogos indie.
Portanto, essa abordagem resultou em um aumento exponencial das vendas nacionais do título. Conforme aponta, a estratégia resultou inclusive na representação do Brasil em 25% das vendas mundiais de Heartbound.
Para quem poderia imaginar, a decisão da desenvolvedora de jogos de tornar o produto mais acessível financeiramente ao público provou ser uma excelente estratégia contra a pirataria. “O Brasil tem um problema com a pirataria, porque economicamente não faz sentido comprar jogos no país”, disse Thor.
O fundador do estúdio aponta que, os brasileiros mostraram um imenso interesse na versão “demo” do jogo. Portanto, pensando na viabilidade financeira, tomou a decisão de lançar com um desconto de 60% em relação aos demais países.
Sobre o autor
Leonardo RubinsteinJornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.