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Investimentos

Como o Rolex se tornou o segundo ativo que mais valorizou na década

A Rolex, marca mundialmente famosa de relógios suíços, viu um ganho médio de 11,3% ao ano na última década em valor para os relógios usados. Perdendo apenas para o Bitcoin.

Fundada em 1905 na cidade de Londres, a companhia Wilsdorf & Davis, se tornaria mundialmente famosa anos depois, já sob seu novo nome: Rolex.

Não existe uma precisão sobre a origem da palavra, apenas um consenso de que se trata de um nome de fácil pronúncia em diversos idiomas. 

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Ao contrário do nome, porém, a precisão com que os relógios funcionavam foi crucial para tornar a empresa uma das marcas mais conhecidas do planeta. Já em 1910, o Rolex se tornou o primeiro relógio de pulso do mundo a obter um prêmio de medição e cronometragem. 

A história da empresa, porém, mudou radicalmente após um imposto de importação de 33% ser adotado pelo Reino Unido ao final da primeira guerra, o que segundo Hans Wilsdorf, inviabilizaria a sede da empresa no país. Com isso, a Rolex acabou se mudando para Genebra, local onde eram produzidos seus relógios.

A fama da empresa viria alguns anos mais tarde, graças a um golpe publicitário idealizado pelo fundador. A Rolex havia desenvolvido sua versão Oyster, ou ostra em inglês, que replicava o conceito de uma escotilha de submarino para tornar o relógio à prova d’água. 

Ao saber que uma jovem britânica pretendia atravessar o canal da Mancha, que separa o Reino Unido e a França, Wilsdorf presenteou a nadadora com um relógio da marca, despachando um fotógrafo para cobrir o evento. Quando a jovem saiu do outro lado com um relógio perfeitamente funcional no pulso, a Rolex estampou as páginas dos jornais.

Em outro ato similar, a Rolex se comprometeu ao longo da segunda-guerra a doar relógios a todos os oficiais da Força Aérea Britânica que, ao serem capturados, tivessem os relógios confiscados. Os Rolex haviam se tornado um símbolo da RAF, com os oficiais substituindo seus relógios padrão pela marca de maior confiança. 

A história e valorização da precisão dos relógios suíços cativou a atenção de pessoas das mais diferentes ideologias, de Che Guevara, que usava um relógio GMT Master II, Fidel Castro que usava um Rolex Submariner em meio a revolução (Fidel costumava utilizar não apenas um, mas 2 relógios, um marcando a hora em Havana e outro marcando a hora em Moscou), Mao Tsé Tung, que utilizava um Rolex de ouro, bem como nomes a direita, como Ronald Reagan, que utilizava um Rolex Datejust.

A precisão sempre garantiu à marca um valor substancial. Ajustado para os dias de hoje, um relógio GMT Master, como utilizado por Che, custaria algo como US$2.569,00. Ainda assim, um relógio do tipo se encontra a venda por R$73,383 (Você pode comprar um clicando AQUI)

Relógios mundialmente famosos, com uma produção escassa, de valor reconhecido, tornaram-se raros. E justamente por isso, seu preço não para de crescer.

A empresa enfrenta hoje alguns problemas, em especial no que diz respeito à mão de obra. Como a produção de um relógio Rolex é feita praticamente de maneira artesanal, é preciso encontrar bons relojoeiros, que saibam lidar com peças muitas vezes milimétricas. Uma tarefa cada vez mais difícil.

A Rolex conta hoje com 4 mil relojoeiros, ou 25% do total existente na Suiça. As 7 escolas de formação no país, financiadas pelo governo, graduam anualmente entre 500-600 relojeiros. Uma conta cada vez mais difícil de fechar, em especial com a demanda crescente pelos relógios suíços em países emergentes. 

Juntando todas essas características, a Rolex se tornou uma empresa com receitas estimadas em US$13 bilhões em 2021, com um lucro de US$0, ou melhor, quase isso.

Desde os anos 40, a Rolex passou a pertencer integralmente à Fundação Hans Wilsdorf, uma organização sem fins lucrativos. O lucro, estimado em US$1 bilhão ao ano, é repassado para causas ligadas à educação, em especial na própria Suíça.

Com essas características de apreciação da marca, que sozinha estima-se ter um valor de mercado de US$9 bilhões, o Rolex se tornou um dos ativos que mais se valorizaram na última década.

Entre 2011 e 2021, o Rolex teve um ganho anualizado de cerca de 11,3%, superando índices como Dow Jones e o Ouro, perdendo apenas para o Bitcoin, que subiu em média 230% ao ano no período. 

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