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Economia

China vai parar de divulgar taxa de desemprego entre jovens após recorde de 21,3% em junho

Além disso, a China entrou em deflação pela primeira vez em mais de dois anos, e suas exportações sofreram uma queda drástica.

A China, segunda maior economia do mundo, tomou a decisão de suspender a divulgação de dados sobre o desemprego entre os jovens. O anúncio ocorre em um momento delicado para o gigante asiático. Atualmente, a China mostra diversos sinais de desafios econômicos, como a gigante imobiliária Country Garden, uma das maiores da China, que anunciou aos acionistas uma possível perda de até US$ 7,6 bilhões no primeiro semestre do ano. Além disso, a China entrou em deflação pela primeira vez em mais de dois anos, e suas exportações sofreram uma queda drástica. 

Nesse sentido, o Bureau Nacional de Estatísticas (NBS) disse na terça-feira que não divulgaria mais dados de desemprego específicos por faixa etária a partir deste mês, conforme noticiou o The Guardian. A entidade citou a necessidade de “melhorar e otimizar ainda mais as estatísticas de pesquisa da força de trabalho”.

“A partir de agosto, a divulgação das taxas de desemprego urbano para jovens e outras faixas etárias em todo o país será suspensa”, disse o porta-voz do NBS, Fu Linghui, em entrevista coletiva.

O desemprego entre os jovens atingiu um recorde de 21,3% em junho, e espera-se que um número de 11,58 milhões de recém-formados universitários busque entrar no mercado de trabalho este ano. O Bureau Nacional de Estatísticas (NBS) justificou a suspensão citando a necessidade de “melhorar e otimizar as estatísticas da pesquisa da força de trabalho”. 

Setor imobiliário e deflação

No que tange a Country Garden, o aviso do potencial prejuízo foi feito em um anúncio à Bolsa de Valores de Hong Kong. Anteriormente, a empresa havia registrado um lucro de US$ 265 milhões no mesmo período do ano anterior.

Como resposta a essa situação, a Country Garden formou uma força-tarefa especial, liderada pelo seu presidente Yang Huiyan, para buscar soluções. Além disso, recentemente a agência de classificação Moody’s rebaixou a classificação da empresa, citando “maiores riscos de liquidez e refinanciamento”.

A China entrou em deflação pela primeira vez em mais de dois anos, e suas exportações sofreram uma queda drástica. Em julho, as vendas no varejo cresceram apenas 2,5%, abaixo das expectativas. Em resposta, o governo chinês lançou um plano de 20 pontos para impulsionar o consumo doméstico.

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