Criptomoedas

Brasileiros compraram R$100 bilhões em cripto, em 12 meses. R$13 bilhões em março

A facilidade de movimentar criptomoedas entre fronteiras também é um grande atrativo entre os investidores brasileiros.

Brasileiros compraram R$100 bilhões em cripto, em 12 meses. R$13 bilhões em março
Brazil flag in Bitcoins standing on green circuit board, business concept.

Os brasileiros atingiram recorde de negociação de criptomoedas em março deste ano. Desse modo, conforme dados da Livecoins, foram 13 mil bitcoins em volume de negociação no mês de maio e R$ 13 bilhões em criptomoedas. De março a março o valor alcança os R$100 bilhões.

Portanto, trata-se do maior volume em 12 meses. A estimativa dos valores tem como base em dados fornecidos por corretoras via API. A Binance é a corretora que destacou-se como o maior volume brasileiro no mês recorde. O fato do recorde em si, pode levar a diferentes interpretações.

Pode tanto representar um maior apetite ao risco dos brasileiros, como uma maior vontade de investir no exterior. Esta última interpretação é devido ao fato das criptomoedas serem ativos globais, com negociações ao redor do mundo sem fechamento de mercado.

Ou seja, ao contrário da bolsa de valores, onde existe um leilão de abertura e fechamento de mercado, os investidores ao redor de todo globo podem negociar criptomoedas vinte e quatro horas por dia, toda semana. Isso faz com que seja um ativo líquido, que pode ser vendido quando o investidor bem entender.

Ademais, a diversidade dos seus pares de negociação também facilitam o investimento no exterior. Por exemplo, a grande maioria das criptomoedas possuem pares de negociação em dólar, ou stablecoins (moedas digitais pareadas ao dólar).

A facilidade de movimentar criptomoedas entre fronteiras também é um grande atrativo entre os investidores brasileiros. Principalmente os brasileiros que desejam mandar parte de seu capital para fora do Brasil.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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