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BlackRock deposita US$ 100 milhões na Ethereum para novo fundo de tokenização

A BlackRock começou o fundo com um capital inicial de US$ 100 milhões em stablecoin USDC na Rede Ethereum.

BlackRock deposita US$ 100 milhões na Ethereum para novo fundo de tokenização

A BlackRock está lançando um fundo de ativos digitais tokenizados, e depositou USDC na Ethereum como aporte inicial. As informações são desta terça-feira (18), conforme mostra um novo arquivo da SEC.

Portanto, a BlackRock começou o fundo com um capital inicial de US$ 100 milhões em stablecoin USDC na Rede Ethereum. A USDC trata-se de uma moeda pareada ao dólar, emitida pela empresa Circle.

Desse modo, o fundo BlackRock USD Institutional Digital Liquidity Fund foi incorporado nas Ilhas Virgens Britânicas. Além disso, o fundo vai ao ar em parceria com a Securitize, uma empresa de tokenização. Contudo, o fundo é destinado a investir em ativos tokenizados. Ou seja, ativos digitais garantidos em blockchain que representam ativos reais.

Os endereços no blockchain são públicos, e de acordo com dados de carteira da gestora, ela depositou a stablecoin USDC da Circle em uma carteira na blockchain da Ethereum.

BlackRock avança no mercado cripto

Vale lembrar que, o ETF de Bitcoin da empresa tem sido um dos produtos de Bitcoin de melhor desempenho entre os novos lançamentos em 2024. Além disso, a BlackRock também tem um pedido pendente para um ETF à vista de Ethereum (ETH), cuja aprovação está sendo adiada pela SEC.

Em uma entrevista em janeiro com a CNBC, o CEO da BlackRock, Larry Fink, disse que os ETFs de BTC e ETH “são apenas degraus em direção à tokenização, e eu realmente acredito que é para onde estamos indo”. Agora, estamos vendo o gestor de ativos avançar em direção à tokenização com um grande passo.

Além disso, o fundo de ativos digitais da BlackRock também representa um marco importante para a tokenização de ativos do mundo real. A tokenização é um setor em crescimento na interseção de ativos digitais e finanças tradicionais. Envolve a colocação de ativos tradicionais em trilhos de blockchain em busca de liquidações mais rápidas e maior eficiência.

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Leonardo Rubinstein

Sobre o autor

Leonardo Rubinstein

Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.

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