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Economia

Argentina pode superar Brasil em contas públicas ainda em 2024, mostram boletim Focus e BofA

O Boletim Focus mostra que é esperado estabilidade no resultado primário do déficit previsto para 2024 no Brasil. Enquanto isso, para o Bank of America a Argentina já terá um superávit em 2024.

O Boletim Focus, publicado pelo Banco Central, comemorou uma série de boas expectativas de mercado para o ano de 2024 no Brasil. Contudo, há pouco tempo o Bank of America também deu seus palpites sobre nossos vizinhos argentinos, e dentro das devidas proporções a coisa parece que andará melhor na terra dos hermanos. Confira a comparação entre o Brasil e Argentina em alguns pontos específicos.

Portanto, vale começar trazendo que o Boletim Focus mostra que é esperado estabilidade no resultado primário do déficit previsto para 2024 no Brasil, mantendo-se em -0,80% do PIB. Já o resultado nominal do PIB apresenta um ligeiro aumento, passando de -6,80% para -6,93%.

Enquanto isso, para o Bank of America a Argentina já terá um superávit em 2024. Segundo o analista americano do banco Sebastian Rondeau, o pulo do gato estaria no ajuste fiscal proposto por Milei. Nesse sentido, as medidas tomadas poderiam tirar o país do déficit nas contas públicas já este ano.

Ao contrário do Brasil, a expectativa do analista é de que a Argentina saia de um déficit de 2% do PIB em 2023, para um superávit de 1% do PIB neste ano. O número é ainda mais modesto do que as expectativas do governo, que preveem um superávit de 2% do PIB.

Inflação, um tema delicado

Em relação à inflação, um tema sensível para os hermanos, a história é outra. No Brasil, medida pelo IPCA, espera-se uma diminuição, passando de 3,91% para 3,86%. Portanto, o Focus sugere uma leve desaceleração na inflação prevista para o ano.

Na Argentina de Milei a inflação atingiu 214% em 2023. Contudo, a estimativa do BofA é de que se mantenha em 2024, uma inflação semelhante de 210%. Vale notar que trata-se do primeiro governo de Milei, e de uma ideologia do gênero, em anos no país.

Em relação ao crescimento econômico, o PIB total mostra um aumento modesto no Brasil, de 1,52% para 1,60%, indicando uma expectativa de crescimento econômico um pouco mais forte.

Já na Argentina, a economia também deverá entrar em recessão, já no primeiro trimestre do ano. Dessa forma, pode cair até 3% em 2024. É importante notar que, Milei pretende contornar isso sem aumentar a alíquota de impostos. Ou seja, o equilíbrio entre a arrecadação do governo e a economia deverá ser posta à prova no governo do argentino.

Nesse sentido, o governo prevê que o ajuste de 5% do PIB será feito com 3% do PIB em cortes de gastos, como subsídios. Além de 2% do PIB em aumento de arrecadação.

No Brasil, o câmbio representado pela relação Real/Dólar também mostra uma ligeira diminuição. A previsão passou de R$ 5,00 para R$ 4,92. Desse modo, isso pode refletir uma expectativa de fortalecimento do Real frente ao Dólar.

Na Argentina o cenário é diferente, visto que Milei desvalorizou sua própria moeda em 50% para atrair exportadores e, consequentemente, dólares ao país. A decisão foi vitsta por alguns como radical, e outras como simplesmente trazer a cotação para o valor real da moeda, usada no dólar blue.

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