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Quem é Pavel Durov, o bilionário fundador do Telegram

Ferrenho defensor da privacidade dos usuários, Pavel Durov, o bilionário fundador do Telegram, se tornou inimigo do governo russo.

Pavel Durov nasceu em Leningrado, na União Soviética em 1984, tendo crescido em uma família de acadêmicos, Durov teve uma trajetória bastante similar a de Mark Zuckerberg, a quem é constantemente comparado, exceto por um detalhe: o país onde nasceu.

Durov entrou para a faculdade de São Petersburgo (antiga Leningrado), em 2002. Por lá, desenvolveu uma série de projetos destinados a melhorar a vida acadêmica, com sites que tornavam mais fácil acesso a livros ou artigos científicos. 

Em 2006, após se graduar, Pavel fundou junto do irmão Nikolai (um matemático ganhador de olimpíadas internacionais na área), a rede social VKontakte, justamente o empreendimento que o levaria a ser apelidado de “Mark Zuckerberg russo” pelo New York Times.

Sob o comando dos dois, a VK tornou-se o 26º site mais acessado do mundo, atraindo a atenção do bilionário Alisher Usmanov, que em 2007 pagou US$800 milhões por uma fatia de 52% da empresa.

Conflitos com o governo

A estrela em ascensão do empreendedorismo russo, porém, acabaria atraindo atenção do Kremlin em 2011. Em meio a uma onda de protestos contra Vladimir Putin pela chamada “geração VK”, que se utilizava da rede social para articular os protestos, o Kremlin ordenou que a empresa passasse a fornecer informações dos manifestantes.

Em resposta, Durov publicou a foto de um cachorro com a língua para fora redirecionando para um pedido de informações da FSB, a antiga KGB. 

Cerca de dois anos depois, Pavel perdeu o controle da sua empresa para a Mail.ru, de Usmanov. Ao mesmo tempo, foi acusado de atropelar um policial em Moscow, no que negou afirmando que não sabe dirigir.

Neste clima nada ameno, Pavel fundou o Telegram e acabou saindo da Rússia, indo parar em Paris.

As brigas com a política russa, porém, não pararam ao deixar o país.

Em 2018 o Telegram foi banido da Rússia ao se recusar a fornecer informações ao governo. O resultado foram protestos ao redor do país, o que levou a prisão de dezenas de manifestantes.

Em 2020, o Telegram acabou voltando à Rússia, tendo papel relevante hoje no conflito entre Rússia e Ucrânia.

Em 2022, logo após o início do conflito, Durov emitiu um comunicado abordando sua reação para proteger dados de usuários ucranianos. Segundo ele “Eu me coloco sempre a favor do usuário. Para mim, seu direito à privacidade é sagrado”.

O bilionário mais jovem do oriente médio

Em 2017, Durov mudou-se para Dubai, para onde também migrou a sede do Telegram. Por lá, é considerado o mais novo bilionário “self-made” da região.

Segundo estimativas da Forbes, seu patrimônio estaria na casa dos US$15 bilhões, considerando sua participação equivalente a metade do Telegram (avaliado em US$30 bilhões). O suficiente para financiar um estilo de vida luxuoso, conforme deixa claro seu Instagram: @durov

Telegram e cripto

Lançada em 2020, a TON, a criptomoeda do Telegram, levantou US$1.7 bilhão, sendo utilizada principalmente para financiar serviços dentro do próprio Telegram.

Dentre os mais relevantes está um serviço de armazenagem na nuvem, onde usuários podem destinar parte do seu HD para armazenar informações criptografadas de terceiros. A ideia replica o conceito dos Torrents, mas garante um incentivo financeiro.

Seguindo a trajetória do Telegram, o novo serviço permite a usuários alocarem informações sensíveis longe do alcance de governos locais.

A TON também permite aos usuários criar uma conta sem a necessidade de cadastrar um número de celular, outra funcionalidade pró-privacidade.

Um dos objetivos da venda de tokens por meio de um ICO, porém, foi o de manter o Telegram longe de fundos de Venture Capital, uma experiência que Durov sabe bem que pode colocar a empresa em risco. 

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