A melhor semana para o Bitcoin deste março de 2022 ainda não gerou impactos suficientes para permitir uma retomada de otimismo no setor de criptoativos.
Hoje, a corretora Crypto.com anunciou que irá reduzir sua força de trabalho em 20%. Com o anúncio, o total de demissões em grandes empresas no setor, que inclui ainda a Consensys, dona da Metamask, além da Huobi, Coinbase, Silvergate e Gênesis, totalizam cerca de 1600, com anúncios praticamente diários.
As demissões, que acompanham outras no setor de tecnologia americano, são fruto em partes de uma perda de apetite de investidores por ativos de risco, gerada pela alta de juros no mercado americano.
Em 2022, os EUA viram 160 mil demissões em empresas de tecnologia, após uma alta expressiva entre 2016-2021, quando as principais empresas do país dobraram sua força de trabalho.
Uma mudança na cultura das empresas também tem sido esperada. Como aponta Scott Galloway, professor de gestão de marcas da New York University, desde que Elon Musk provou que o Twitter poderia operar com 70% menos funcionários, outras empresas de tecnologia têm seguido o mesmo caminho.
Em dezembro, o TCI, um hedge fund dono de US$6 bilhões em ações da Alphabet, a companhia dona do Google, enviou uma carta ao CEO Sundar Pichai, sugerindo que o Google possui funcionários demais (a Alphabet possui 150 mil funcionários).
No mercado cripto, as demissões ocorrem após uma queda de US$2,2 trilhões no valor total de ativos, além do colapso de projetos como FTX, Celsius, 3AC e Luna.
O mercado foi duramente impactado. Uma única empresa, porém, alegou que está na direção oposta.
A Binance, que detém 75% do market share de cripto, mencionou em sua carta de final de ano que a equipe da empresa dobrou de 3500 para mais de 7500 funcionários em 2022.
Neste ano, a exchange fundada por Changpeng Zhao espera expandir sua força de trabalho entre 15-30%.
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