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Milagre do Halving? evento muda a cabeça do FMI que agora chama Bitcoin de ‘ferramenta essencial’

O FMI percorreu um longo caminho em relação à sua opinião sobre o Bitcoin, mas “de um halving para outro” mudou drasticamente.

Próximo ao halving, onde a emissão de Bitcoin cai pela metade, o Fundo Monetário Internacional (FMI) “dá o braço à torcer”. A entidade, que muito já criticou a criptomoeda, publicou um relatório chamando-o de ferramenta essencial.

Desse modo, o novo relatório do FMI aponta que o Bitcoin (BTC) está desempenhando um papel crucial como canal para fluxos financeiros transfronteiriços em meio à instabilidade financeira global.

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O FMI percorreu um longo caminho em relação à sua opinião sobre o Bitcoin, mas “de um halving para outro” mudou drasticamente. Por exemplo, ainda em 2022 condenou El Salvador por usar a criptomoeda como moeda legal. Na época, inclusive exigiu que o país voltasse atrás com a medida.

Mas se engana quem acredita que faz tempo, e que a visão sobre Bitcoin mudou antes do ano do halving. Em janeiro deste ano, Kristalina Georgieva, atual diretora-geral do FMI, afirmou que as criptomoedas não podem ser consideradas um tipo de dinheiro, mas são ativos para investimento.

Ela falou sobre o tema em uma entrevista para o Yahoo Finance durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. A fala da diretora-geral difere bastante do estudo publicado recentemente, que enxerga valor na transferência transfronteiriça.

Mais um halving, mais uma opinião do FMI sobre o Bitcoin

O relatório leva o nome de “Um Guia sobre Fluxos Transfronteiriços do Bitcoin”. Nele, o órgão busca iluminar como a natureza descentralizada do Bitcoin está sendo utilizada para contornar sistemas bancários tradicionais.

Especialmente em regiões que enfrentam distúrbios econômicos ou controles de capital rigorosos. De acordo com o FMI, residentes de países com regulamentações financeiras restritivas estão recorrendo ao Bitcoin para movimentar capital através das fronteiras de maneira mais livre.

O documento destacou volumes de transações significativos originados de países como Argentina e Venezuela, onde os cidadãos lidam com hiperinflação e controles financeiros rigorosos.

Nessas regiões, o Bitcoin se tornou uma ferramenta financeira essencial para a preservação da riqueza e acesso aos mercados globais, mais do que apenas um investimento especulativo. Eugenio Cerutti, um dos autores do relatório, afirmou sua visão sobre o Bitcoin no documento.

“As transações de Bitcoin oferecem uma maneira para indivíduos em países com alta inflação estabilizarem suas economias e participarem do comércio global em condições que não são possíveis através de suas moedas locais.”

Halving não mudou tanto, e FMI ainda fala sobre riscos do Bitcoin

Entretanto, o relatório do FMI também alertou sobre os riscos potenciais associados ao uso generalizado do Bitcoin para fluxos transfronteiriços.

A falta de supervisão e o anonimato proporcionado pelas criptomoedas podem complicar os esforços dos reguladores para monitorar e controlar transações financeiras a fim de prevenir atividades ilícitas como lavagem de dinheiro.

O estudo analisou dados de transações on-chain e off-chain para explorar as tendências por trás do uso do Bitcoin além das fronteiras. Descobriu-se que as transações de Bitcoin não são apenas substanciais em volume, mas também exibem características únicas em comparação com fluxos de capital tradicionais.

Ao contrário dos investimentos estrangeiros típicos, que são sensíveis a indicadores econômicos como a força da moeda, os fluxos de Bitcoin mostram uma correlação maior com sentimentos específicos do mercado de criptomoedas. Como volatilidade do mercado e índices de sentimento do usuário — como o Índice de Medo e Ganância.

A análise também destacou que as transações de Bitcoin on-chain, que são registradas na blockchain e oferecem mais segurança, tendem a ser maiores do que as transações off-chain. Isso indica que os recursos robustos de segurança da tecnologia blockchain frequentemente protegem apostas financeiras maiores.

O FMI chamou por cooperação internacional e estruturas regulatórias que abrangem os aspectos únicos dos ativos digitais. Tais medidas ajudariam a mitigar os riscos enquanto aproveitam os benefícios das moedas digitais, especialmente como ferramentas para liberdade econômica em países com ambientes financeiros restritivos.

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