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Google agora rastreia carteiras de Bitcoin

O Google processa mais de 3,5 bilhões de buscas diariamente. Agora, dados básicos da blockchain do Bitcoin estão disponíveis entre estas bilhões de buscas.

Google agora rastreia carteiras de Bitcoin
Paris, France - October 19, 2017 : Google.fr homepage on the screen under a magnifying glass. Google is world's most popular search engine

O Google começou a indexar dados da blockchain do Bitcoin nos resultados da ferramenta de busca. Portanto, agora os usuários podem pesquisar por endereços de Bitcoin e visualizar detalhes de transações da carteira. Tudo completamente integrado diretamente nas buscas do Google.

Contudo, nem sempre foi assim. A integração ocorre após anos de um estranhamento entre o Google e o Bitcoin. A gigante da tecnologia proibiu anúncios relacionados ao Bitcoin em 2018. Em janeiro de 2024, voltou atrás e permitiu anúncios de ETFs de Bitcoin após a aprovação destes no início do ano. A mudança de política sinalizou uma postura mais receptiva do Google.

O Google processa mais de 3,5 bilhões de buscas diariamente. Agora, dados básicos da blockchain do Bitcoin estão disponíveis entre estas bilhões de buscas. Atualmente, o Google está permitindo três formatos de endereço Bitcoin: P2PKH, P2SH e Bech32.

Google Bitcoin

Ao pesquisar por qualquer um desses endereços públicos de Bitcoin, os usuários verão o saldo atual, sua última atualização e o saldo na última transação.

A adoção do Bitcoin pelo público em geral depende, em parte, de ferramentas acessíveis para explorar e compreender a blockchain do Bitcoin, e a busca do Google democratiza essa capacidade até certo ponto.

Uma vez que a blockchain do Bitcoin é pública, a exibição pelo Google de saldos e transações não revela nenhuma informação não pública. Mas democvratiza essas informações para um público grande. Isso preocupou os Bitcoiners que preferem minimizar a exposição e manter a privacidade.

Ainda assim, muitos entusiastas do Bitcoin estão aplaudindo o Google pela integração. Ao trazer dados primários para junto dos resultados padrão, o Google abriu a porta para uma maior alfabetização on-chain. Se a adoção continuar crescendo, uma indexação mais abrangente pode estar próxima.

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Sobre o autor
Leonardo Rubinstein
Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Repórter, e autor do livro "2020: O Ano que Não Aconteceu". Escreve sobre criptoativos, tokenização, Web3 e blockchain, além de matérias na editoria de tecnologia, como inteligência artificial, Real Digital e temas semelhantes. Já cobriu eventos como Consensus, LabitConf, Criptorama e Satsconference.
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