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Golpista se declara culpada por roubar R$20 bilhões em cripto; cabeça da operação ainda está foragida

A cidadã búlgara era a suposta chefe de legalidade e conformidade da OneCoin, criada por Ruja Ignatova, que enganou investidores e permanece como uma das fugitivas mais procuradas.

Uma executiva da OneCoin, uma empresa fraudulenta de criptomoeda, confessou sua culpa em fraude eletrônica e lavagem de dinheiro em um esquema de Ponzi global. Nesse sentido, a golpista confessou o golpe de US$ 4 bilhões aos investidores, conforme declarado pelo Departamento de Justiça dos EUA.

Nesse sentido, a cidadã búlgara era a suposta chefe de legalidade e conformidade da OneCoin, criada por Ruja Ignatova, que enganou investidores e permanece como uma das fugitivas mais procuradas.

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Irina Dilkinska, uma mulher búlgara de 42 anos, supostamente ocupava o cargo de chefe de legalidade e conformidade na pirâmide criptomoeda da OneCoin. No entanto, ao invés de garantir a conformidade da OneCoin com as leis, a golpista auxiliou nas operações fraudulentas diárias da empresa.

Irina inclusive lavava dinheiro para a OneCoin. Descobriu-se que ela organizou uma transferência de US$ 110 milhões  obtidos fraudulentamente da OneCoin para uma entidade nas Ilhas Cayman.

Após sua prisão, as autoridades extraditaram Dilkinska para os EUA, onde ela enfrentou acusações de conspiração para cometer fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Ela se confessou culpada de ambas as acusações, que poderiam levar a até cinco anos de prisão para cada uma.

História da OneCoin

A empresária búlgara Ruja Ignatova lançou a OneCoin em 2014, promovendo-a como uma criptomoeda convencional. Ela alegava que era possível minerar a OneCoin, com 120 bilhões de moedas disponíveis, e que poderia ser utilizada para pagamentos.

Desse modo, posteriormente, descobriu-se que não havia um modelo de blockchain, uma criptomoeda de fato, ou qualquer sistema de pagamento relacionado à OneCoin. A OneCoin não era negociada ativamente nem podia ser usada para comprar nada.

Além disso, a empresa vendia materiais educacionais plagiados sobre criptomoedas, que faziam parte de um esquema de marketing multinível (MLM), prometendo recompensas para quem trouxesse mais participantes.

Havia também uma plataforma de troca chamada OneCoin Exchange, mas apenas membros que compravam os pacotes da empresa tinham acesso. Portanto, em janeiro de 2017, a plataforma de troca da OneCoin foi fechada e a maioria dos pedidos de retirada de investidores foi negada.

Quando a polícia búlgara invadiu o escritório da empresa em 2018, descobriu que Ruja Ignatova estava em fuga desde 2017. Na época, as autoridades já haviam apresentado um mandado de prisão.

Ignatova embarcou num voo em Sófia, na Bulgária, e desapareceu, deixando a empresa para o seu cofundador, Karl Sebastian Greenwood. Ela está fugindo desde então e continua sendo a única mulher na lista dos 10 Mais Procurados do FBI com uma recompensa de US$ 100 mil.

Após a fuga da golpista mor, quem assumiu a empresa foi seu irmão, Konstantin Ignatov. Entretanto, as autoridades prenderam Konstantin em 2019, enquanto prenderam Greenwood no início de 2018. Konstantin se declarou culpado de acusações de fraude e lavagem de dinheiro, podendo pegar até 90 anos de prisão.

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