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Gestora conhecida por “comprar o fundo” acerta novamente e ETF de DeFi tem alta de 24,74% no primeiro pregão

Terceiro ETF da gestora QR Asset, o QDFI11 estreou em alta na bolsa, marcando novamente uma boa escolha de timing para a gestora que “comprou o fundo” em seu ETF 100% Bitcoin, o QBTC11, que estreou em junho na mínima do Bitcoin no ano.

O mercado de ETFs brasileiros tem crescido graças a um forte apoio por parte da B3, a bolsa brasileira, que busca engajar investidores em uma modalidade menos onerosa, mas cujos efeitos podem ser significativos a longo prazo. Além de mais de 30 lançamentos em 2021, a bolsa brasileira se tornou pioneira ao sediar também o QDFI11, o primeiro ETF de DeFi do mundo.

Os ETFs são fundos passivos que seguem um índice, como o Bloomberg Galaxy DeFi Index neste caso, e que por conta disso, possuem custos menores ao investidor, uma vez que não há taxa de performance, como os tradicionais “20%” sobre o que exceder o benchmark, cobrados em fundos de gestão ativa.

O QDFI11 possui uma taxa de 0.9% ao ano, e é composto de 9 criptomoedas ligadas ao setor de finanças descentralizadas: Uniswap (UNI), Aave Decentralized Lending Pools (AAVE), MakerDao (MKR), Compound (COMP), Yearn.finance (YFI), SushiSwap (SUSHI), 0X (ZRX), Synthetix (SNX) e Curve (CRV).

Em seu primeiro pregão, o QDFI11 saiu de R$9,36 na abertura para R$12,1, perfazendo um ganho de 24,74% no primeiro pregão. O volume inicial foi de R$1,35 milhões. A pressão compradora foi a grande responsável, com entrada de novos investidores aproveitando o primeiro dia de pregão.

O ETF de DeFi se apresenta como uma alternativa regulada para investidores que gostariam de explorar outras partes do mercado de criptoativos e se expor a ativos mais inovadores e arrojados. A fim de proteger o risco de descolamento decorrente da exposição cambial, o QDFI11 poderá negociar posições compradas no mercado futuro de dólar, sempre observando os limites previstos no regulamento do fundo.

O ETF lançado pela gestora QR Asset Management foi feito por meio de uma listagem direta, sem oferta pública, o que evita penalizar o cotista inicial em ao menos 2% de taxa de estruturação (remuneração de custos jurídicos, marketing, agentes autônomos e instituições envolvidas na oferta), para Theodoro Fleury, gestor da QR Asset, a demanda surpreendeu, pois trata-se de um mercado de nicho em cripto.

Mesmo nichado, o mercado global de DeFi soma um valor de mercado de $80 bilhões, com uma movimentação de $250 bilhões segundo dados de análise on-chain.

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