Entenda como funcionam as DeFis, o futuro do mercado financeiro
Emprestar, render juros e trocar ativos sem banco. Entenda o que é DeFi, como os contratos inteligentes substituem o intermediário e onde estão os riscos.
Emprestar, tomar emprestado, render juros e trocar ativos, tudo sem banco, sem gerente e sem horário de funcionamento. Essa é a promessa que colocou três letras no centro do debate financeiro: DeFi.
DeFi, ou finanças descentralizadas, é o conjunto de serviços financeiros que funcionam diretamente sobre blockchains, por meio de contratos inteligentes, sem intermediários como bancos ou corretoras. A sigla vem do inglês Decentralized Finance.
Como funciona o DeFi?
No lugar de uma instituição, quem executa as regras é o código. Um contrato inteligente guarda os fundos, calcula os juros e libera os valores automaticamente quando as condições são cumpridas. Assim funcionam as exchanges descentralizadas, onde você troca tokens direto da sua carteira, e os protocolos de empréstimo, onde é possível render juros depositando cripto ou tomar um empréstimo deixando outro ativo como garantia. A maior parte desse ecossistema roda sobre o Ethereum.
Quais são os riscos do DeFi?
A ausência de intermediário corta custos, mas transfere toda a responsabilidade para o usuário e para o código. Se um contrato tem uma falha, hackers podem drená-lo, e não há central de reclamações nem seguro para acionar. Há ainda o risco de golpes, de projetos que somem com o dinheiro e da própria volatilidade das garantias. DeFi amplia o acesso a serviços financeiros, mas exige do usuário um cuidado que o banco tradicional costumava assumir por ele.
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Este conteúdo é informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de resultados futuros.