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O que é o Ethereum?

Lançado em 2015, o Ethereum virou a principal plataforma de contratos inteligentes do mundo e a base do universo DeFi, dos NFTs e das stablecoins. Entenda o que é, como funciona e por que importa.

O que é o Ethereum?

Em 2015, um jovem programador russo-canadense chamado Vitalik Buterin colocou no ar uma rede com uma ambição maior que a do Bitcoin. Se o Bitcoin era dinheiro digital, o Ethereum queria ser um computador global: uma plataforma onde qualquer pessoa pudesse programar aplicações que rodam sozinhas, sem empresa no meio. Uma década depois, foi sobre essa rede que se construiu quase todo o universo das finanças descentralizadas.

Ethereum é uma plataforma de blockchain descentralizada que permite criar e rodar “contratos inteligentes”: programas que executam sozinhos, sem intermediário, quando certas condições são cumpridas. A moeda nativa da rede se chama Ether (ETH), a segunda maior criptomoeda do mundo em valor de mercado, atrás apenas do Bitcoin.

Como o Ethereum funciona?

A diferença central para o Bitcoin está no que a rede sabe fazer. O Bitcoin registra transações de uma moeda; o Ethereum roda código. Esses programas, os contratos inteligentes, ficam gravados na blockchain e executam automaticamente: um empréstimo que se liquida sozinho, uma troca de tokens sem corretora, um jogo cujas regras ninguém pode alterar. É essa capacidade que deu origem aos aplicativos descentralizados, os dApps.

Desde 2022, o Ethereum abandonou a mineração por energia e passou a validar transações por proof of stake, no evento conhecido como The Merge. Em vez de gastar energia, quem valida a rede trava seus ETH como garantia, num processo chamado staking. A mudança cortou o consumo de energia da rede em mais de 99%, segundo a Ethereum Foundation.

Para que serve o Ethereum?

É a infraestrutura de boa parte do que se chama de Web3. Sobre o Ethereum rodam as finanças descentralizadas (DeFi), com empréstimos e trocas sem banco; a maioria dos NFTs; e as principais stablecoins, como USDT e USDC, que movimentam trilhões de dólares por ano. Quando se fala em “tokenização” de ativos reais, é quase sempre em Ethereum ou em redes construídas sobre ela.

Por que o Ethereum importa no Brasil?

O investidor brasileiro tem acesso regulado. A B3 lista o QETH11, ETF de Ethereum da QR Asset e o primeiro da América Latina, lançado em 2021, que dá exposição ao ativo pela corretora comum. Como em qualquer cripto, o ganho na venda é tributado e a posição precisa ser declarada à Receita Federal.

Leia também: O que é o Bitcoin · O que é Solidity · O que são as layers do bitcoin

Este conteúdo é informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de resultados futuros.

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Sobre o autor
Marina Alves
Traduz o que Copom, câmbio e licenças de exchange fazem com a sua carteira. Cobre o mercado de capitais brasileiro, a macro do dia a dia e a regulação do cripto. Sem promessa de ganho fácil.
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