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Economia

Gestora brasileira de R$65 bilhões capta fundo para investir na Argentina de Milei

Apesar dos desafios, como a inflação acima de 200% ao ano, a gestora projeta uma melhora nas contas públicas argentina e no setor externo.

A Vinci, gestora brasileira, está iniciando a captação de um fundo destinado a investir em ativos estressados da Argentina negociados nos Estados Unidos, segundo noticiou o Brazil Journal. Desse modo, a gestora está apostando que as reformas de Javier Milei trarão resultados positivos e rentabilidade expressiva em dólares nos próximos meses.

Portanto, a gestora vê oportunidades com prêmios generosos devido aos grandes descontos nos títulos soberanos e papéis de empresas argentinas. O fundo será offshore e investirá apenas em papéis negociados nos EUA por causa da maior segurança jurídica.

Ademais, terá como primeiro alvo os títulos públicos e outros ativos de maior liquidez, com gestão de Daniel Gordonos. Conforme entrevista concedida ao Brazil Journal, ele administrou um fundo semelhante em 2015 com rentabilidade bruta em dólar de cerca de 20%.

Previsto para ter uma duração curta, inferior a dois anos, o fundo visa aproveitar a recuperação esperada no preço dos ativos para depois devolver o dinheiro aos cotistas. A Argentina, atualmente considerada um mercado de fronteira, poderia ter uma elevação dos ratings e voltar a fazer parte dos índices de emergentes. Mesmo que Milei não cumpra todas as reformas econômicas prometidas.

Expectativas da gestora com a Argentina são boas

Os papéis soberanos são negociados entre 30 e 40 centavos de dólar. Conforme o gestor, poderiam dobrar de preço com a elevação do rating soberano de ‘CCC-’ para a faixa ‘B’. O fundo é voltado para family offices e grandes investidores pessoa física dispostos a enfrentar a instabilidade política e econômica da Argentina nos próximos meses.

Com um lock-up de um ano e possibilidade de resgates a cada três meses após esse período, a Vinci enxerga ventos favoráveis no curto prazo que deverão se refletir na reprecificação dos ativos.

Apesar dos desafios, como a inflação acima de 200% ao ano, a gestora projeta uma melhora nas contas públicas argentina e no setor externo. O otimismo intensifica-se com uma uma grande safra prevista para este ano e aumento na receita com exportação de grãos. Além da reversão no déficit da balança energética com a exportação de gás natural do campo de Vaca Muerta.

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