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EUA geram empregos em excesso, complicando a situação brasileira.

Payroll, o dado de emprego nos EUA, veio novamente acima do esperado, pressionando o FED por juros

Assim como qualquer produto no supermercado, o dinheiro também tem a sua própria cotação, usualmente chamada de “Juros”. Ao contrário de outros produtos comuns, porém, o preço do dinheiro ocorre em função do tempo.

Uma pessoa que decida poupar recursos, atuam como ofertante, enquanto uma pessoa que deseja buscar recursos atua pelo lado da demanda. Os juros são, portanto, um equilíbrio entre a oferta e a demanda. Quanto maior os juros, mais caro é consumir no presente e mais incentivos você recebe para não consumir.

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É este instrumento que os Bancos Centrais, os responsáveis por cuidar do dinheiro em si, utilizam para aumentar ou diminuir a inflação. Quanto maiores os juros, maior o custo de consumir agora é consequentemente menor será o aumento de preços.  

A lógica é relativamente simples, mas as consequências complexas como temos visto nos últimos meses. 

Após anos inundando a economia com dinheiro, para acalmar a crise em função da pandemia, os bancos centrais ao redor do mundo agora buscam fazer o oposto. Enxugar dinheiro do sistema e assim reduzir a inflação. 

Sem meias palavras: o banco central americano espera que as pessoas parem de consumir e as empresas de investir. Na prática, busca-se uma recessão por meio do aumento de juros.

O problema até o momento, porém, é que a economia americana não parece dar sinais de que está em recessão.

A geração de empregos em dezembro novamente surpreendeu, com a taça de desemprego caindo para apenas 3,5%. A geração de empregos em novembro, por sua vez, foi revisada para cima. A renda dos trabalhadores também subiu. 

A alta de juros por lá tem impactado fortemente o mercado de ações, que atua em antecipação ao estado da economia e consequentemente ao resultado das empresas. Em uma recessão, espera-se que as empresas faturam, e lucram, menos. 

Também no mesmo caminho, investir ou comprar ações se torna mais caro. As empresas passam a ter de pagar juros maiores, reduzindo o total investido.

Para o Brasil, a alta de juros também não é uma questão fácil. Com o governo pagando mais em retorno aos seus títulos públicos, investidores correm para os EUA, fortalecendo o dólar frente a moedas emergentes. 

Para resolver isso, o Banco Central brasileiro atua aumentando os juros por aqui. Essa diferença, chamada no jargão do mercado de “carry trade”, é o custo que pagamos para atrair dólares. 

Neste momento, os juros brasileiros quando desconsiderada a inflação oscilam entre 7 e 8% ao ano, contra -2% nos EUA. Significa que pagamos muito mais por aqui, o que por sua vez implica que os custos para investir e consumir são altos, desaquecendo a economia. 

Na medida em que a economia americana segue aquecida, o Banco Central por lá se vê forçado a elevar os juros ainda mais rápido, o que por sua vez diminui a diferença entre os juros de lá e daqui, afastando a possibilidade de reduzirmos os juros no Brasil. 

Ironicamente, nos vemos forçados a desejar o mesmo que os economistas bem empregados do banco central americano: um desemprego nos EUA.

Do contrário, pagaremos com desemprego por aqui.

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