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Criptomoedas na América Latina; o que representam para cada país?

Enquanto a região como um todo ocupa a sétima posição no ranking global de economia cripto, o Brasil se destaca como um caso especial no cenário latino-americano.

A América Latina está emergindo como um importante epicentro do mercado de criptomoedas. Conforme relatório da Chainalysis divulgado nesta quarta-feira (11), países como Brasil, Argentina e México assumiram papéis importantíssimos nesse mercado.

Enquanto a região como um todo ocupa a sétima posição no ranking global de economia cripto, o Brasil se destaca como um caso especial no cenário latino-americano. O Brasil, atualmente classificado como o nono país com maior adoção de criptomoedas em todo o mundo, está se tornando um importante centro de atividade cripto.

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Sua economia, embora caracterizada por altos e baixos, está evoluindo rapidamente no que diz respeito à criptomoeda. Um dos fatores notáveis é a crescente adoção de criptomoedas como forma de remessa.

Com a entrada de cerca de US$ 61 bilhões de remessas anuais, principalmente dos Estados Unidos, o Brasil está se tornando um pioneiro nesse campo, com empresas como a Bitso processando bilhões em remessas cripto.

Resistindo à volatilidade econômica

O Brasil, em contraste com alguns de seus vizinhos menos estáveis economicamente, demonstrou uma resistência notável à volatilidade. Mesmo durante os períodos de “inverno cripto,” a classe média de traders de alto valor e os investidores de varejo do país continuaram a negociar e manter ativos cripto, sugerindo um nível de confiança duradouro na classe de ativos.

Um aspecto interessante da adoção de criptomoedas no Brasil é a diversificação de ativos. Ao contrário de países como Argentina, onde a demanda por stablecoins é alta devido à desvalorização da moeda local, o Brasil demonstra uma preferência por Bitcoin e altcoins. Isso sugere que os brasileiros veem as criptomoedas não apenas como uma reserva de valor, mas também como uma oportunidade de investimento a longo prazo e especulação.

O papel das criptomoedas no alívio da crise cambial argentina

A Argentina, por outro lado, enfrenta uma crise cambial persistente e severa, com o peso argentino perdendo mais de 51% de seu valor em um ano. Nesse contexto, as criptomoedas desempenharam um papel crucial como uma forma de preservar as economias dos argentinos.

A adoção de stablecoins, como o USDT e o USDC, tornou-se uma maneira popular de lidar com a desvalorização do peso argentino. A instabilidade econômica levou muitos a adotar essas moedas estáveis como uma maneira de proteger suas economias da inflação desenfreada.

Facilitando remessas e auxiliando na resistência

Além disso, as criptomoedas também desempenharam um papel fundamental nas remessas para a Argentina, uma vez que a emigração em massa se tornou uma realidade no país. Com as limitações à movimentação de moeda estrangeira, muitos recorreram às stablecoins como uma alternativa viável para enviar dinheiro de volta para suas famílias.

Criptomoedas como ferramenta de resistência

Não apenas como uma forma de proteção financeira, mas também como uma ferramenta de resistência política, as criptomoedas têm desempenhado um papel vital na Venezuela. Sob um governo autoritário, as criptomoedas se tornaram uma maneira de contornar a corrupção governamental e ajudar os cidadãos a enfrentar a hiperinflação massiva.

Líderes de oposição, como Leopoldo López, viram nas criptomoedas uma oportunidade de ajudar seu país. Além de fornecer ajuda direta a médicos e enfermeiros durante a crise da COVID-19. As criptomoedas ofereceram uma solução eficaz para contornar o sistema financeiro controlado pelo governo, fornecendo assistência direta onde era mais necessária.

A América Latina está testemunhando uma evolução notável na forma como as criptomoedas são adotadas e utilizadas. Enquanto o Brasil se destaca como uma economia cripto em crescimento, a Argentina e a Venezuela demonstram como essas moedas digitais podem ser uma tábua de salvação em meio à volatilidade econômica e à repressão autoritária.

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